Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição22,674
Edição 22,674

Nacional
Acesso de senador a inquérito da Satiagraha pode levar a investigação para o Supremo
Polícia Federal investiga 'troca de favor' em licitação no Amapá
Morre aos 101 anos a atriz e humorista Dercy Gonçalves
Polícia recupera uma das obras roubadas da Estação Pinacoteca
Protógenes acusa comando da PF de obstruir investigação no caso Dantas
Home » Edições » 2008 » Julho » Edição 22,674 » Nacional

Morre aos 101 anos a atriz e humorista Dercy Gonçalves

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 20 de julho de 2008
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

São Paulo – A atriz e comediante Dercy Gonçalves, aos 101 anos, morreu ontem, 19, no Rio. Ela estava internada no Hospital São Lucas, em Copacabana, desde a última quinta-feira, 17, com sintomas de pneumonia grave. O hospital confirmou a morte dela durante a tarde de ontem. 

Memória – Dercy Gonçalves nasceu Dolores Gonçalves Costa, na cidadezinha Santa Maria Madalena, no estado do Rio, em 23 de junho de 1908. Nos anos em que lá viveu, Dercy colocou em polvorosa a pacata cidade, mesmo tendo no pai, um português de nascimento, a figura da severidade, do conservadorismo e da educação rígida. Sob as barbas dele, revelou bem cedo sua vocação artística.

Dercy Gonçalves nasceu no Rio de janeiro em 23 de junho de 1908

Não raro, à noite, enquanto a família dormia, a já irriquieta Dercy costumava ir defronte ao espelho, molhava na boca papel de seda escarlate e com ele coloria as faces. Certa vez, o pai a pegou no pulo. Acordou altas horas da madrugada e percebeu a luz acesa no quarto das filhas. Abriu a porta e viu Dercy, de pé, com um vermelhidão no rosto e pó de carvão ao redor dos olhos, representando para as irmãs. O flagrante rendeu uma das maiores surras da vida dela. Mas Dercy continuou as peraltices. Era alegria dos clientes da alfaiataria do pai, cantava escondida, arranjou o primeiro namorada. A população da cidadezinha, escandalizada com as atitudes consideradas pouco aconselháveis para uma menina de família, logo a apelidou de “pola negri”.

Dercy ia contra tudo o que se possa esperar dela. Até mesmo quando o que se espera é muito escracho e deboche, ela é capaz de surpreender. Quando questionada por uma repórter de uma equipe de TV sobre o amor, Dercy respondeu categoricamente: “O amor não existe, o único amor que existe é o amor de mãe e filho, o resto é tudo sacanagem. Deus criou o sexo para que gerássemos filhos. Sexo é reprodução. As pessoas é que arranjaram um frenesi em torno disso. Eu nunca fui chegada em sexo.” Não era de se esperar que uma atriz que fugiu de casa aos 17 anos, começou sua carreira no circo e ficou famosa por ser desbocada a ponto de fazer corar as platéias mais despojadas, tivesse tal atitude.

(com Adriana Del Ré, d’O Estado de São Paulo)

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br