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Estudantes da Uema fazem estudo com jumentos usados em carroças

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Data de Publicação: 20 de julho de 2008
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Por Danielle Lobato

Estagiária

Estudantes do curso de mestrado em Veterinária da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) realizam mensalmente avaliações, exames, reposição nutricional e vermifugação em quarenta asininos (jumentos) usados no trabalho de tração animal. A atividade faz parte de uma tese de mestrado, que está sendo orientada pelo doutor Porfírio Candanedo Guerra, com o objetivo de determinar com qual idade o animal para de crescer e já pode exercer esse tipo de trabalho.

A aluna Rosany Aranha explicou que esse tema foi escolhido a partir da observação de que o uso dos animais para atividades de tração antes do tempo, interfere o crescimento deles. Rosany disse que a idade do asinino é determinada pelo fechamento da placa epifisária do animal. “Somente quando essa placa se fecha é que ele pára de crescer”, reforçou.

Foto:G.FERREIRA
Animais são acompanhados mensalmente por estudantes de mestrado

“Para isso, nós cadastramos quarenta asininos de carroceiros do Coroadinho e da Cidade Olímpica. Vinte desses animais vivem presos e os outros continuam trabalhando com carroças. Nós comunicamos ao presidente da Associação dos Carroceiros o dia que vamos avaliar novamente os animais e ele se encarrega de avisar aos carroceiros cadastrados”, disse Rosany Aranha.

Para acompanhar o crescimento desses animais, os alunos reúnem os asininos nos laboratórios de Veterinária da Uema para fazer o raio X mensal da placa epifisária, avaliar o peso e o tamanho, e fazer exames de sangue, fezes e urinas. Os alunos aproveitam ainda para fazer o controle epidemiológico, aplicar vitaminas para evitar a deficiência nutricional e fazem vermifugação nos jumentos.

Vitorina Sousa, proprietária de um jumento que faz parte do estudo, disse que está feliz com o acompanhamento feito e que não teria condições de manter o animal dela saudável se tivesse que pagar um veterinário particular. “Ainda bem que participo desse projeto, assim posso cuidar melhor do jumento, afinal é ele que me ajuda a ganhar dinheiro para o sustento da família. Não deixei de trazer ele aqui nenhum mês”, disse Vitorina.

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