De acordo com o diretor do Hospital Djalma Marques, o Socorrão I, Francisco William de Oliveira, o hospital recebe casos muito diferentes. Contudo, isto não é visto pelo médico como um problema sério. “Atualmente os Socorrões I e II são hospitais de referência para toda a população maranhense. Atendemos casos que vão desde acidentes vasculares cerebrais até pequenas dores de barriga. O problema não é esse, nossa maior dificuldade é encaminhar os casos mais simples para outros hospitais”, explicou.
Francisco William afirmou que é este congestionamento do sistema que dá a aparência de hiperlotação no Socorrão I. “Não podemos fazer uma triagem na porta do hospital e decidir quem merece e quem não merece entrar aqui, devemos aceitar todos. O problema é que depois de constatar casos mais simples, não conseguimos encaminhá-los para outros lugares”, frisou.

Até agora, foram atendidos mais de 80 mil casos no Socorrão, sendo que de todos estes casos pouco mais de 6 mil se declararam como sendo provenientes do interior. Em 2007 foram atendidas 183.895 pacientes de São Luís e 22.302 do interior. No Sistema de Pronto Atendimento (SPA) do hospital foram 78243.
Para a diretora técnica do Socorrão I, Ildener dos Reis Andrade, as estatísticas em relação a pacientes do interior e de São Luís não podem ser levadas a sério. “Muitas pessoas dizem que moram em São Luís por um medo infundado de sofrer represálias, isso deturpa os números”, explicou.
O número de exames realizado pelo hospital também dá uma prova do trabalho desenvolvido. Em 2006 foram mais de 169 mil e a média mensal em 2008 aproxima-se dos 15 mil entre exames laboratoriais e radiológicos.
Em relação a construção de hospitais semelhantes aos Socorrões no interior do Maranhão para conter a demanda é uma atitude que não pode surtir efeito. “A dificuldade de encontrar profissionais especializados para manter um grande Centro de Emergência em São Luís é grande e o que dizer de fazer o mesmo no interior? Não se trata de construir um grande hospital, mas de impedir que casos de menor intensidade tenham que ser tratados aqui”, sugeriu.