O ex-presidente da Santa Casa de Belém afirmou ontem que a superlotação provocou a morte de 20 bebês em apenas oito dias. Ontem, funcionários do Ministério da Saúde foram fazer uma vistoria na Santa Casa de Belém. “Todos nós queremos saber o que está acontecendo e sem dúvida nenhuma a gente está aqui para conversar e juntos ver uma solução para a saúde da população”, declarou Elza Giuliani, representante do Ministério da Saúde.
A pedido do Ministério Público, a delegacia de proteção à criança e ao adolescente abriu ontem inquérito para apurar as mortes de 20 bebês na Santa Casa. A polícia quer analisar os prontuários de atendimento e ouvir parentes dos recém-nascidos, médicos, enfermeiros e as pessoas que fazem a limpeza da UTI. “Não podemos dizer se houve ou não homicídio culposo, se houve ou não responsabilização de alguém. Nós temos que ouvir o que foi que ocorreu, em que condições essas crianças adentraram no hospital”, disse Socorro Maciel, da Delegacia de Proteção à Criança.
O ex-presidente da Santa Casa, Antônio Bentes de Oliveira, que pediu demissão no fim de semana, deu nesta terça a explicação dele sobre as mortes no hospital. “Está morrendo, e por que está acontecendo? Superlotação. Estamos falando já há bastante tempo em superlotação, nós não podemos evitar que os bebês cheguem para cá nem deixá-los morrer à porta, então nós colocamos para dentro, mas sabemos que sempre há risco quando há superlotação”.