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Soluções e tendências para engarrafamentos

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Data de Publicação: 12 de julho de 2008
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Carlos Brandão

Assim como na maioria das capitais brasileiras, São Luís, já apresenta há algum tempo grandes problemas com engarrafamentos. Sugestões para acabar com esta questão, além da poluição gerada pelos veículos, não faltam. O que falta mesmo é iniciativa e vontade de tirar do papel muitos projetos já apresentados.

Metrô de superfície, ciclovias, ônibus de qualidade: tudo sinônimo de solução. Então, eu pergunto: Por que ainda não tomaram nenhuma decisão para resolver este problema?

Para tirar esse número abusivo de carros das ruas é preciso oferecer transporte público de qualidade. Facilitar e dar conforto à vida dos passageiros é, sem dúvida, uma forma de incentivar a diminuição de carros.

A facilidade de adquirir um veículo é muito maior, hoje, do que utilizar os meios públicos de transporte. Em São Luís, vivemos uma guerra em relação ao transporte público. Funcionários das empresas de ônibus fazem greve. A população fica sem alternativa de transporte. Logo depois, vem o aumento da passagem. Aumenta-se a passagem, mas não se investe em qualidade e quantidade. Muitos lugares, inclusive, carecem de linhas.

Alguns países europeus, com malha urbana semelhante à que encontramos em São Luís, principalmente no centro da cidade, trouxeram soluções com as ciclovias. O incentivo do uso da bicicleta, sem dúvida nenhuma, reduz os principais problemas acarretados pela utilização de automóveis.

A cidade de Goiânia, no estado de Goiás, recentemente apresentou uma invenção prática para quem utiliza bicicleta em cidades tipicamente acidentadas e com ladeiras, como é o caso da capital maranhense. Inventaram um motor elétrico que é acionado apenas quando o condutor não quer pedalar. Ele não polui, ajuda nas pistas que têm ladeiras e diminui o número de carros nas ruas.

O maior problema sustentado pelos que são contrários ao oferecimento das bicicletas como meio de transporte público é o roubo. Mas um caso interessante ocorrido na cidade de Lyon, França, me chamou a atenção.

O roubo não é um problema para a empresa que fornece as bicicletas naquele local. Estacionadas em pontos estratégicos, como estações de metrô ou rodoviárias, as bicicletas só podem ser retiradas por usuários que fizeram um pré-cadastro, com informações de cartão de crédito, tornando-se um assinante. Eles também deixam uma caução de aproximadamente 150 euros, correspondente ao valor da bicicleta. Como o trajeto esperado do usuário é de cerca de 30 minutos, se um assinante fica com uma bicicleta por mais de 24 horas, o depósito é creditado. Esta é uma opção. A cidade está tendo sucesso e em apenas três meses, o programa já tem 15 mil assinantes que fazem mais de quatro mil viagens por dia.

O metrô de superfície também seria uma solução interessante, afinal São Luís já teve bonde e trem. Até hoje, podemos ver resquícios de trilhos na antiga estação da Rede Ferroviária Federal (Rffsa). Infelizmente, as pessoas que governaram São Luís não tiveram visão para manter os trilhos e o trem que andava dentro da cidade.

Muitas cidades do mundo, tombadas pelo patrimônio histórico, como a nossa, principalmente na Europa, também desenvolveram carros conhecidos como “smart”. Eles têm baixa poluição, são menores para não ocupar muito espaço nas vias estreitas e gerar mais vagas em estacionamentos, além de não causar forte impacto nas ruas, tombadas, que eles trafegam.

Outra alternativa, em nível de Governo Federal, seria dar incentivo para a chegada do carro indiano, recentemente lançado, também é um smart: inteligente. É pequeno e o motor é elétrico, ou seja, não gera poluição. Sugestões não faltam. Basta apenas pinçar uma delas e colocar em prática.

Considero que nunca é tarde para refazer projetos e recuperar o tempo perdido. Em época de eleição, fica aqui minha contribuição para o processo. Espero que os nossos candidatos tenham e apresentem como compromisso alternativas para resolver o nosso atual problema com engarrafamentos e o velho problema da poluição emitida pelos carros.

*Carlos Brandão é deputado federal e membro da Frente Parlamentar em Defesa do Biodiesel.

O sábado é livre para discutir os problemas do Maranhão. Artigos podem ser enviados para drpeta@box.elo.com.br ou redacao@jornalpequeno.com.br

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