São José de Ribamar promove júris de acusados de homicídioA 1ª vara de São José de Ribamar promoverá, nos dias 10, 20 e 23 de junho, no fórum da comarca, uma série de júris nos quais sobem ao banco dos réus acusados de homicídio. Os júris são presididos pelo juiz Márcio Castro Brandão, titular da vara. No primeiro deles, que acontece amanhã, José Ribamar Pereira Sobrinho, 48 anos, servidor público e agente policial civil. Ele é acusado das mortes de Valter Pereira Santos, o “Querereu”, e Domingão, o “Gordo”, cujos corpos foram encontrados pela polícia nas matas do Aracagi, em 1º de abril de 1993.
De acordo com o relato de uma das testemunhas, que seria companheira de Valter, na véspera do achado policiais da Delegacia de Roubos e Furtos da capital estiveram na casa dela onde teriam espancado “Querereu”, após o que o amarraram com uma corda e o colocadaram em um carro, no qual saíram em seguida. A testemunha afirma reconhecer em Sobrinho um desses policiais.
No dia 20, quem sobe ao banco de réus é Dailson de Sousa Santos, o “Dadá”, trabalhador braçal, acusado de matar a pauladas Ivaldo Batista Matos, o “Vadico”. O crime, ocorrido em maio de 2000, teria sido motivado por uma discussão entre a vítima e a avó do acusado, que teria desmaiado após a discussão. Ao saber do acontecido, o réu teria tirado um mourão de uma cerca e atingido a vítima com o mesmo, causando-lhe a morte.
No júri do dia 23, quem vai a julgamento é Antonio José Silva Santos, 52 anos, pescador, acusado de matar a companheira, Maria Júlia Santos, 60 anos, costureira. O crime, que teria sido praticado com golpes de instrumento de ação contundente, ocorreu em junho de 2001, na invasão Mutirão, no município.
Em depoimento, a filha e o genro da vítima alegam que o réu costumava bater em Maria Júlia e que, no dia do crime, teria dado declarações controversas aos dois. Para a filha da vítima, Antonio José contara que achou o corpo da companheira em um matagal. Já para o genro de Maria Júlia o réu teria afirmado que encontrou o corpo na casa onde ele e a mulher moravam. Antonio José nega a autoria do crime.
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