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MP fecha matadouro e açougue clandestinos

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Data de Publicação: 28 de junho de 2008
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INTERDIÇÃO NO ANIL

Foram interditados, na manhã de ontem, o Matadouro Santa Maria e o Açougue São Joaquim, localizados na rua do Porto, nº 31, no Anil. Os locais, de propriedade do comerciante Joaquim de Jesus, estavam funcionando de maneira irregular, sem autorização da vigilância sanitária.

No açougue, localizado na parte da frente da residência, foram apreendidos 50 kg de carnes, frangos e salsichas vencidos. Já no matadouro, existente nos fundos da casa onde Joaquim mora, foram apreendidos uma vaca, quatro porcos e dezenas de couros de boi, mergulhados em sal.

Foto:G.FERREIRA
A vizinhança agradeceu a ação contra o matadouro de Joaquim (destaque)

De acordo com o promotor de Justiça do Consumidor, Carlos Augusto Oliveira, todas as coisas móveis vão para depósitos públicos da Justiça. Os animais vão para um sítio do município, onde passarão por exames. Se estiverem contaminados, serão sacrificados. Caso contrário, serão doados. Em relação aos couros, a promotoria encaminhou para um curtume, localizado no Tibiri.

Denúncia – Segundo o promotor Carlos Augusto, a denúncia foi feita há dois anos por um vizinho do comerciante. A partir daí, a Vigilância Sanitária e Secretária Municipal de Urbanismo e Habitação (SEMURH) detectaram em seus laudos graves problemas de higienização e funcionamento do açougue e matadouro. O proprietário teria sido notificado várias vezes, mas nunca obedeceu às notificações. “Em janeiro de 2008 foi ajuizada uma Ação Civil Pública contra ele. O juiz Megbel Abdala, depois de ouvir o acusado, e não se convencer de sua defesa, pediu o fechamento dos locais”, explicou Carlos Augusto.

Durante o fechamento, populares e curiosos se aglomeraram em frente à casa de Joaquim de Jesus. O mau cheiro era insuportável, devido aos couros mergulhados no sal, e aos animais que faziam suas necessidades fisiológicas dentro da casa, além da carne vencida, congelada.

“Nós sofremos muito com esse fedor aqui. Para as crianças era ainda pior. Nunca denunciamos por medo, mas acredito que já era hora disso acabar, pois ele não mora sozinho aqui na rua, e ninguém é obrigado a conviver com animais, carne podre e um mau cheiro insuportável como esse”, disse uma moradora.

Participaram da ação de ontem no Anil: Promotoria do Consumidor, Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh), Vigilância Sanitária e Polícia Militar.

(Da Redação)

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