Segundo a publicação, o valor inclui uma taxa de sucesso de US$ 750 mil pela participação na compra da Varig em leilão judicial. O valor refere-se ao período de abril de 2006 a junho de 2007. Teixeira ainda teria cobrado US$ 682 mil referentes a serviços prestados entre julho de 2007 e janeiro de 2008. Em um ano, os honorários do advogado totalizaram US$3,95 milhões.
Na última quarta-feira, o advogado foi a Brasília para explicar as acusações da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, que disse que ele teria aproveitado o livre trânsito com o presidente Lula e a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff para conseguir aprovar a compra da VarigLog e da Varig. Na ocasião, ele disse que havia recebido apenas US$ 350 mil. O empresário Marco Audi, sócio afastado da VarigLog, já tinha dito, porém, ter pago US$5 milhões para o escritório Martins e Advogados, de Teixeira.
Segundo o jornal, na tarde de sexta-feira, a reportagem procurou a asessoria do advogado, que confirmou que Teixeira recebeu cerca de US$3,3 milhões “pelos honorários referentes os serviços prestados para a VarigLog, à aquisição e homologação judicial da Varig, bem como processos de defesa se sucessão”.
A assessoria explicou que os US$ 350 mil declarados em Brasília referem-se apenas ao período de abril a junho de 2006. Marcos Audi reconheceu que se “enganou” sobre o período. “As empresas do grupo VarigLog pagaram mais de US$ 5 milhões ao Roberto Teixeira nos dois anos em que estive lá ( abril de 2006 até abril de 2008)”, afirmou.