Que gente mais enrolada! Que tendência terrível para compor o noticiário de corrupção do país. E como são escorregadios! Tal como muçuns escapando entre mãos e dedos, têm até hoje conseguido se livrar da Justiça brasileira. Mas, tudo indica que estão com os dias contatos.
O nome de Roseana Sarney, citado em uma agenda de Zuleido Veras, da Gautama, ao lado da quantia de 200 mil reais e sem que esteja ela entre os 61 denunciados à Justiça, coloca sob suspeita todo esse vergonhoso processo. Que raios de inquérito é esse, com dois pesos e duas medidas, se o nome da ilustre senadora, apesar de tamanha evidência, não consta entre os indiciados pela Polícia Federal e muito menos entre os denunciados pelo Ministério Público?!
É até estranho que um único empresário consiga alastrar seu raio de corrupção entre tantos estados brasileiros se por trás dele não houver uma classe política absurdamente fraudulenta e perfeitamente confiável do ponto de vista da desonestidade compulsiva.
É bom lembrar que o círculo se fecha em torno dos políticos desonestos deste país. Ontem, o jornal Folha de São Paulo noticiou a “Operação João Barro”, da Polícia Federal, que apura o envolvimento de dois deputados em esquema de corrupção, e já pediu a prisão de 31 prefeitos em sete estados. Desta vez a rapinagem levou da população a quantia de 700 milhões de reais. A exemplo de Roseana, também neste caso há denúncias de propinas envolvendo empreiteiras e parlamentares. Enquanto isso, Fernando Sarney, embora empobrecido pelo noticiário, mostra disposição de associar-se ao bilionário grupo americano Mattin Patterson, do senhor Lap Chan, para comprar a VarigLog. Isso mesmo! Os Sarney, pelo que se observa, têm dinheiro para comprar uma empresa de aviação inteira! E, como bem lembrou o Jornal Pequeno em edição passada, a revista Veja publicou, há cerca de 5 anos, que o senador José Sarney é dono de uma extraordinária fortuna. Nessa edição da revista Veja, que já está nas bancas e o JP reproduziu ontem, o jornalista Diogo Mainard divulga outra suprema enrolada envolvendo José Sarney, a OI Carlos Geressaiti, o presidente Lula... e por aí vai.
Já o jornalista Fausto Macedo, do Estadão, denuncia que as empreiteiras OAS e Gautama se uniram durante o governo Roseana para tirar 540 milhões de reais do Maranhão. Desta vez a máfia das obras públicas agiu dentro da Caema, fraudando o que seria o Italuís II, do qual apenas 12% chegou a ser concluído, assim mesmo com sobpreços, licitação direcionada para uma terceira empresa. A obra acabou sendo embargada pela Justiça e até hoje não se sabe o destino de mais de meio bilhão de reais contratados com o Estado.
Assim estamos bem. Por culpa da família Sarney, o Maranhão está se tornado a maior vergonha noticiosa deste país.