OPERAÇÃO JOÃO DE BARRO
A Polícia Federal realizou ontem buscas nos gabinetes dos deputados federais João Magalhães (PMDB-MG) e Ademir Camilo (PDT-MG), durante a operação para combater o desvio de dinheiro público para casas populares e estações de tratamento de esgoto em vários municípios.
Mais ou menos às 13h20, os policiais deixaram o gabinete do deputado Ademir Camilo. Os agentes saíram carregando uma sacola grande, de cor marrom. Eles deixaram a sala sem dar declarações.
Os agentes deixaram o gabinete 211, do deputado João Magalhães, às 13h55, levando vários documentos, um laptop e, aparentemente, um HD (disco rígido de computador).
A operação da PF, batizada de João de Barro, buscava cumprir 231 mandados de busca e apreensão e 38 de prisão temporária em sete estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Goiás e Tocantins – e no Distrito Federal.
Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), e os de prisão pelo juiz Hermes Gomes, da 2ª Vara de Governador Valadares (MG).
Segundo a PF, uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), realizada em 29 municípios do leste de Minas Gerais, revelou indícios de fraude na execução de obras.
O desfalque atingia as chamadas Transferências Voluntárias, que compreendem recursos financeiros repassados pela União aos Estados, Distrito Federal e municípios em decorrência da celebração de convênios ou empréstimos cedidos pela Caixa Econômica Federal e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
De acordo com a polícia, parte dessas transferências se destinam a custear obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A Polícia Federal informou que os projetos apresentados pelo esquema receberam o repasse de R$ 700 milhões, e a operação pode impedir que mais R$ 2 bilhões tenham o mesmo destino. Cerca de mil policiais federais participaram da João de Barro.
(Folha Online e Agência Brasil)