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Editorial
Parem a greve

Parem a greve

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Data de Publicação: 20 de junho de 2008
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Há evidências de que a administração policial está sendo prejudicada. Não se trata de crescimento do índice de criminalidade, mas é hora de cessar a greve da Polícia Civil, já que a população não pode deixar de ser atendida em suas queixas e se tem por necessário que os boletins de ocorrência sejam devidamente registrados.

Anteontem, a polícia estourou o cativeiro onde a empresária Andréa Braga Goulart estava seqüestrada mostrando um bom nível de eficiência e prendendo em poucas horas os seqüestradores. É preciso, entretanto, que o Governo e o Sindicato dos Policiais Civis cheguem a um acordo. A população não pode prescindir do trabalho policial, pois bem maior que qualquer reivindicação salarial são os interesses de segurança dos contribuintes.

Em nenhum momento o sistema de segurança pode ser defasado pela birra de um ou outro lado. Que sejam então postas na mesa de negociação todas as vontades, mas que se pense em primeiro lugar na população.

O poder de polícia pertence ao Estado, mas o Estado não pode negar este poder ao povo que o sustenta. Por mais que sejam justas estas reivindicações, a greve precisa parar. Sem motoristas, sem comissários de plantão, sem agentes civis e penitenciários, sem delegados para encaminhar os inquéritos, a Justiça pára. E sem Justiça nesse mundo violento a gente mal consegue respirar.

Parem a greve. É o que a população de São Luís, em todos os cantos, todas as reuniões, todas as igrejas, todas as residências, todos os bares está pedindo ao Governo e ao Sindicato dos Policiais Civis, que dá mostras de cansaço.

Parem a greve. Não importa que soluções sejam encontradas para resolver este impasse. São funcionários públicos da área mais sensível da administração que cruzam os braços e deixam de atender a população.

Parem a greve, pois se a segurança pública no Maranhão está, finalmente, encaminhada de forma correta, chegando ao patamar sociológico hoje exigido nos sistemas mais modernos, temos que permanecer atentos às exigências das comunidades urbanas cuja integridade depende das polícias civil e militar.

Existem setores da administração pública que não podem ser paralisados sem grandes e irreversíveis prejuízos ao contribuinte, como hospitais, delegacias, penitenciárias etc.

A nosso modo de ver, a solução para o impasse entre o Governo, a Polícia Civil e os agentes penitenciários não pode ser tão difícil a esse ponto. É hora de ouvir a população e fazer o que ela quer.

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