Certisign apresenta Certificação Digital ao JudiciárioO Poder Judiciário promoveu na última sexta, 30, na Escola Superior da Magistratura (ESMAM), palestra sobre Certificação Digital, uma tecnologia de autenticação de documentos eletrônicos que o Tribunal de Justiça vai implantar intensivamente, nos próximos meses, nos programas que utiliza, na busca por segurança em suas operações.
O tema foi apresentado a magistrados e servidores do TJ por Cristiane Pereira, pós-graduada em Gestão de Tecnologia de Informação pela Universidade de Brasília (UNB) e líder vertical de governo da Certisign, empresa certificadora habilitada e credenciada pela ICP- Brasil para emitir certificados digitais de todos os tipos.
A aquisição dessa tecnologia segue orientação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e é prioridade na gestão do presidente Raimundo Freire Cutrim, que pretende unificar as atividades do TJMA com a de outros tribunais de justiça do país.
A tecnologia de certificação digital, criada através da Medida Provisória 2.200-2, dá validade jurídica às transações realizadas em meio eletrônico. A assinatura digital funciona de forma semelhante ao processo de reconhecimento de firma nos cartórios, que confirmam a veracidade de determinada assinatura. Dessa forma, a assinatura eletrônica substitui o papel e empresas certificadoras verificam a autenticidade das informações.
Segundo Cristiane Pereira, com a certificação digital é possível utilizar a Internet como meio de comunicação alternativo para a disponibilização de diversos serviços com uma maior agilidade, facilidade de acesso e substancial redução de custos.
“O emprego dessa tecnologia permite dá celeridade à tramitação dos processos do Judiciário; agiliza a avaliação e assinatura de documentos, além de garantir a autenticidade, confidencialidade e integridade às informações eletrônicas, através da certificação”, explica.
Total segurança – De acordo com o diretor de Informática e Automação, Filomeno Viana Nina, para assegurar operações de magistrados e servidores autorizados a operar os sistemas Projudi e Diário Eletrônico, atualmente está em uso a assinatura digital do tipo A1, que garante a integridade das informações originalidade da assinatura e permite que somente eles manipulem conteúdos. Com a aquisição da certificação digital, os sistemas do Tribunal serão certificados por meio da tecnologia do tipo A3, que oferece o mais elevado nível de segurança.
“A certificação digital, a partir do momento em que é feita, garante ao documento autenticidade mundial. É uma tecnologia que prevê mecanismos que oferecem um ambiente digital seguro, ajuda a proteger informações e reduz a possibilidade de fraudes, custos, burocracias e riscos”, analisa Viana.
Os desembargadores Cleones Cunha, diretor da ESMAM, e Lourival de Jesus Serejo, e o juiz Raimundo Bogéa, diretor do Fórum de São Luís também marcaram presença no evento.
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