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Data de Publicação: 2 de junho de 2008
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Júlio Aires *

O último censo revelou um dado interessaante sobre a escolaridade de grupos religiosos brasileiros: os espiritualistas aparecem como pessoas que estudaram mais: 9,6 anos em média, seguidos pelos católicos (5,6 anos) e evangélicos pentecostais (5,3 anos). Entre oss evangélicos tradicionais, como batistas e luteranos, o índice ficou em 6,9 anos. O IBGE também revelou que os evangélicos têm crescido nas grandes cidades (eles são 17,42% nos municípios com mais de 500 mil habitantes)..

Sobre esses dados, não há o que discutir. Mas para analisar, sim. Representam uma blindagem cultural, e temos que rompê-la de algum modo. Afinal, se temos um presidesnte que chorou ao receber o diploma de autoridade numero um do país, e até então só tinha o canudo de torneiro mecânico, é evidente que a república dos bacharéis sempre torceu o nariz para quem estudou menos. Há muitas teorias que explicam porque o ser humano conhece. Mas é muito difícil explicar porque os seres humanos ignoram.

Afirma destacado jornalista cristão:”presidi o Conselho Diretor da Universidade Metodista de São Paulo, faço parte do Conselho Diretor da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista, mas o que priorizo é a minha igreja local, onde sou superintendeente da Escola Dominical”

Até mesmo na História e na mitologia, vemos a preocupação com o conhecimento. Adão e Eva comeram o fruto do saber. Édipo não sabia que era um filho adotivo e chegou onde chegou porque desconhecia alguma coisa.

O conhecimento faz o ser humano; o desconhecimento também. Os filósofos anteriores a Aristóteles propunham enigmas; a ciência tenta resolvê-los. Na Bíblia, trabalha-se por parábolas. Nelas aprendemos muita, muita coisa.

Nossas igrejas e a Bíblia, onde encontramos sementes, semeadores e frutos que se multiplicam, possuem algo muito além dos currículos escolares. Evidente que, quanto mais estudarmos, melhor - desfrutar das oportunidades, enriquercer a fé e ir mais fundo na compreensão do divino. Mas o Senhor está acima dos diplomas: ainda menino, ensinou para os doutos. Temos em nossas igrejas doutores da vida e da fé, doutores da solidariedade, doutores do amor, doutores da cidadania, doutores do testemunho. A nossa fé não deve se apoiar em sabedoria humana, mas no poder de Deus.

Devemos lutar para preencher nossos vazios e, tendo oportunidade de estudar e aprender mais, retribuir esta bênção repartindo o conhecimento com irmãs e imãos.

O cristão que estudou deve se preocupar em aproximar-se de quem não teve a mesma oportunidade; deve ajudar os excluídos das escolas, com esmero no ensino, a descosbrir que as maravilhas de Deus são sempre maiores do que nossas limitações sugerem. Estudar é bom porque é preciso aprendfer sempre. Mas ser sábio é muito melhor - ou seja, viver com prudência, com moderação e sob a direção divina - porque MELHOR É A SABEDORIA DO QUE O OURO, E DE TUDO O QUE SE DESEJA, NADA SE PODE COMPARAR A ELA (Pro. 8-11).

Diácono da Assembléia de Deus

Membro da Academia Vianense de Letras

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