A economia globalizada assusta a população no Governo Lula. Os juros altos não contêm mais a inflação que neste momento atinge mais de 70% dos produtos nas prateleiras do mercado nacional.
Agora já não são apenas os alimentos que são os vilões dos preços altos. Ao povo não importa que a linguagem dos economistas diga que se trata apenas de uma “nuvem passageira” e que o Brasil se sustenta diante da crise mundial.
O petróleo esperou muito para subir de preço depois da segunda invasão dos Estados Unidos no Iraque. A inflação mundial é também o preço das guerras, que não nos cobra cadáveres apenas pelas bombas e metralhadoras. Cobra também os cadáveres da fome, da inanição, da miséria humana que se troca pelo poder e preço das armas, dos aviões que sobem e deixam o terror na face da terra.
Vamos esperar que não volte ao Brasil a mesma inflação dos tempos doloridos do governo José Sarney. Aqueles tempos em que a especulação financeira enriquecia alguns poucos enquanto a maioria mal se sustentava de pé. O capitalismo cobra caro à humanidade, quem paga um preço bem maior que o preço do comunismo que não deu certo. Pelo menos entre nós o Produto Interno Bruto, as taxas de crescimento, estão em patamares jamais alcançados; o Índice de Desenvolvimento Humano é maior no Nordeste que em muitas décadas. Mas o senhor presidente da República sabe que não podemos mais brincar de Governo, que a frustração do povo brasileiro será muito grande quando os operários, os assalariados não mais confiarem no poder de compra de seus salários e os males todos da inflação, que tristemente o Brasil já conhece, voltarem todos de uma vez.
Não se trata de pessimismo. É apenas uma advertência. Os preços dos serviços, do lazer sobem assustadoramente, a demanda está acelerada e tudo indica que, a exemplo dos países do norte, nós também corremos o risco de perder o controle sobre a inflação.
Calculam os economistas, em cima de 465 itens pesquisados que mais de 70% deles tiveram aumento no mês passado, taxa quase 20% acima em relação ao mesmo período do ano passado.
Há, no entanto, situações que a economia não responde. Neste momento, tudo nos avisa que precisamos continuar salvaguardando a confiança que este povo ainda deposita no Governo. Não apenas por conta de eleições ou para resguardar a popularidade do presidente e de seu Governo. Também e principalmente para que os próximos governantes encontrem este país e este povo com fé no futuro, não importando qual partido chegará ao poder. Precisamos dessa esperança que move os homens e faz com que eles trabalhem e lutem e defendam soluções maiores para este país.