Um grupo de pessoas tentou ocupar, na manhã de ontem, um terreno localizado na rua Eurípedes Bezerra, na Vila Cruzado, próximo à Vila Vicente Fialho. Eles alegam que a área está abandonada há mais de 30 anos, e vem servindo de esconderijo para marginais. A população contou ao Jornal Pequeno que casos de estupros são constantes no terreno e que, várias vezes, carros roubados em outros pontos da cidade são abandonados naquele local.
Ontem foi a segunda vez que os moradores tentaram ocupar a área. No último domingo, 15, eles também ameaçaram se apossar do terreno, não conseguindo, porque José Ribamar Oliveira, que se diz proprietário do lugar, prometeu apresentar um documento que comprovaria ser ele o verdadeiro dono.

A apresentação do documento estava marcada para as 10h de ontem. Mas o subtenente Moreira, da Polícia Militar, pediu que a população esperasse até o meio-dia. Por volta das 11h30, o documento foi apresentado, evitando a ocupação.
O advogado dos moradores, Eduardo Homem, prometeu levar pessoalmente o documento à Secretaria da União, para verificar se as informações são verídicas. Segundo o advogado, hoje, às 14h, a comunidade da Vila Cruzado, já terá uma resposta. “Se o documento for falso, vamos entrar na Justiça, para que o terreno seja doado aos sem-teto da comunidade”, disse Eduardo Homem.
A moradora Gracijane Pinheiro disse que tem certeza de que o documento apresentado é falso. “Este homem que se diz dono do terreno está com as contas, como IPTU e energia elétrica, atrasadas. E faz muitos anos que ele não aparece aqui. O local virou um grande matagal, que só serve para a prática de crimes. Vamos esperar até amanhã (hoje) a comprovação da veracidade destes documentos. Se realmente for falso, as famílias que não têm teto vão ocupar e construir seus barracos. E não haverá polícia, nem quem quer que seja que nos impeça”, afirmou Garcijane.
(Da Redação)