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As deduções justas do imposto de renda
'Homo Homini Lupus'...
A REFINARIA

'Homo Homini Lupus'...

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Data de Publicação: 15 de junho de 2008
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Celso Coutinho*

O que é isso?!... É isso mesmo que você está vendo e lendo!

É possível ver o ser humano nesse estágio social, ainda, muito embrionário. Falta-nos descobrir e aprimorar, sempre em favor da solidariedade, as nossas virtudes e qualidades interiores. Temos muitas e sem isso fica sempre facilitada a revelação de nossos defeitos congênitos e atávicos, mostrando a nossa irracionalidade, o que desmente a falsa presunção de que somos racionais. Podemos mostrar, jubilosa ou dolorosamente, o nosso comportamento irracional, com um sem número de maus exemplos, cometidos e repetidos a todo instante e a toda hora e por toda a história da humanidade.

Thomas Hobbes, sábio de reconhecimento universal, estava certo, observando a nossa personalidade, confirmando o que dissera antes outro sábio, Plauto, de que “o homem é o lobo do próprio homem”.

Pelo que fazemos, muitas de nossas ações revelam-nos mais perversos, desleais, brutais e vis, do que os ferozes lobos da alcatéia de Plauto e Hobbes. Parecemos mais com uma parenta, em linha direta desses carnívoros que é a tresloucada hiena, identificada por ser “extremamente covarde e voraz”, preferindo no menu de seu tétrico banquete, carnes putrefatas. Cadáveres sem defesa, em deplorável estado de putrefação. Há, também, a decomposição social, muito mais pútrida, sempre escondida na toalha suja da hipocrisia...

Na lixeira social só existe podridão. Nela estão a injustiça, o mais indigno de todos os dejetos sociais, a miséria, a fome, o analfabetismo, a corrupção, a falta de solidariedade, a deslealdade, a hipocrisia, o preconceito, o medo, a covardia, a discriminação, o egoísmo, a inveja, a falsidade, a violência, a chicana e tudo mais de degradante e vil que olhamos, sem expressarmos nenhum sentido maior diante dessa injusta degradação humana...

E nós não nos comportamos com a mesma covardia e voracidade das hienas, com que parecemos e nos identificamos até nas suas cínicas gargalhadas? A miséria social não é o apodrecimento da dignidade do miserável? A brutalidade e a injustiça social e outros tipos de injustiça não nos mostram esse instinto perverso e irracional do “homem-bicho”?

Todas essas perguntas têm a mesma resposta: SIM.

Podemos citar sempre envergonhados, em meio a toda essa irracionalidade humana ou das hienas e de todos os lobos, milhares, milhões, bilhões, trilhões, quatrilhões, não sabemos quantos desses nossos maus exemplos. É um número infinito dessa barbárie, num macabro festim da desgraça social, sempre escondida no pano sujo da hipocrisia política, religiosa e institucional... É nessa mentira que a nossa irracionalidade se esconde... Precisamos limpar esse pano sujo desses excrementos desumanos com o detergente da solidariedade, para que possamos ter moral e autoridade para exigirmos reciprocidade de respeito e consideração desses párias, injustamente, banidos da sociedade. Lembremo-nos, neste torvelinho de sandices e injustiças cruéis, do que disse Lima Barreto, em seu “Histórias e Sonhos”, pág. 53, de que somos uma “burguesia de acumuladores de empregos, de políticos de honestidade suspeita, de leguleios afreguesados, de médicos milagrosos ou de ricos desavergonhados”. Não sabemos quem disse, mas, ajusta-se neste labirinto da canalhice: “Quando os que mandam perdem a vergonha, os que deviam obedecer perdem o respeito”. O notável Evandro Lins e Silva, reconhecendo a nossa hipocrisia, afirmou que “vivemos numa sociedade de aparências”... É verdade, uma sociedade de fingimentos e falsos devotos...

Segundo o naturalista e sábio inglês, Charles Darwin, autor da “Teoria da Evolução das Espécies”, parece que avançamos pouca coisa. Pelo menos nos hábitos da antropofagia. Hoje, são poucos os degustadores de carne humana, alguns canibais perdidos no tempo e na civilização.

As guerras, algumas ditas “santas”, não são uma torpe elaboração da mente humana, gangrenada de egoísmo e covardia? É sim, Albert Einstein, o gênio dos gênios, medindo a tragédia das guerras, disse preferir o suicídio a ter que matar quem nunca lhe havia ofendido, talvez o próprio irmão, inocentes vítimas de nossa irracionalidade. Erasmo de Roterdam, na sua genialidade, deixou-nos a lição de que “a educação distingue o homem do animal, porquanto nenhum animal é tão perigoso e nocivo quanto o homem sem educação”. Entre nós, aprenderam essa lição e comungam desse mesmo ideário, os notáveis Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira e uma plêiade de consagrados educadores pátrios. Os nossos dirigentes, com as exceções que há, mais de 500 (quinhentos) anos depois de Erasmo de Roterdam, não adotam essa cartilha, preferindo a falácia e a mentira, o que torna mais fácil a empulhação dos cidadãos no entendimento de seus direitos, onde o mais elementar é a educação.

Enquanto não entendermos que educação não é despesa, sim investimento, a nossa irracionalidade e as “hienas humanas” se multiplicarão, aumentando sempre a “alcatéia de Plauto e Hobbes”.

É ou não é assim?

Respondemos: Infelizmente é...

*Advogado, tabelião, promotor de Justiça e juiz de Direito, aprovado em ambos os concursos, em terceiro lugar e o único a não ser nomeado, prefeito de Guimarães, com dois mandados, deputado estadual, com quatro mandatos, líder dos governos Nunes Freire e João Castelo, presidente da Assembléia Legislativa do Maranhão, presidente da União Maranhense dos Estudantes (UME), presidente da Federação Acadêmica Maranhense de Esportes (Fame), jornalista colaborador, reg. Nº “43” DRT- MA.

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