O ex-secretário de Segurança Pública e atual deputado estadual Raimundo Cutrim (DEM) enviou correspondência ao Jornal Pequeno, em resposta à matéria publicada no domingo, 8 (“Era Cutrim foi marcada por crescimento dos assassinatos”).
Para Cutrim, os números apresentados em matéria do jornal carioca O Globo (de acordo com pesquisas do Ministério da Saúde), reproduzida pelo JP, que apontam um crescimento na taxa de homicídios maranhense de 66,1%, estão “distorcidos”.
Ele creditou a reportagem do JP à circunstância de estarmos num período de pré-campanha eleitoral para o cargo de prefeito municipal, e, surgindo seu nome como “opção para o eleitorado, de efetiva mudança na política de nossa capital, seria de esperar que surgissem ataques de todos os lados”.
Depois de afirmar que “o embate político deve ser travado no campo das idéias” e que “São Luís precisa encontrar várias soluções para os problemas de várias ordens e precisa de uma campanha política que discuta as questões primordiais que a capital deve enfrentar nos próximos quatro anos”, Raimundo Cutrim lembra que implantou “um inédito trabalho de modernização na Secretaria de Segurança Pública do Estado, a ponto de elevá-la ao patamar de uma das mais eficientes e modernas do país”.
Em seguida, o deputado faz um longo relato de suas realizações como secretário de Segurança (julho de 1997 a janeiro de 2006), destacando o aumento do efetivo policial civil, “que em 1997 era de 967, que já em 1998 evoluiu para 1.543 policiais entre delegados, agentes, escrivãs, comissários, médicos-legistas, peritos criminalísticos, auxiliares de legista e odontólogo-legistas”. Também menciona a Polícia Militar, “que em 1997 era composta por 6.245 policiais, e passou a ter mais de 7.000 policiais militares.
Prosseguiu o ex-secretário de Segurança: “Na área de logística foram adquiridos vários equipamentos com tecnologia de ponta, que facilitaram as ações de atendimento ao cidadão tais como: viaturas modernas, armamentos, coletes, traillers, informatização das delegacias para emissão de boletins de ocorrências, construção e reformas, de delegacias e quartéis. Foi implantado o Sistema Integrado de Inteligência Policial, sistema informatizado de suporte à ação policial composto por módulos que possibilitam o registro de ocorrência on-line, delegacia virtual, realização de inquérito policial, flagrante e TCO, além da digitalização do sistema de identificação civil. Efetivou-se um grande incremento no aparelhamento das polícias, através de novos equipamentos, armamentos, viaturas, vagas em Presídios e construção de Delegacias. Merece destaque a construção e funcionamento do Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS) abrigando em um único ambiente o atendimento de emergências da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros e a Divisão da Capital em 4 áreas, chamadas de CIDS - Centro Integrado de Defesa Social, colocando a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e a Policia Civil em um único ambiente para atender a comunidade na sua área de atuação”.
Finalmente, o deputado afirma que a chamada “Era Cutrim” foi marcada pela “redução considerável dos índices de criminalidade, notadamente a partir de 1998, e propiciou à população condições para uma vida mais tranqüila e com maior confiança no poder público”.
NR – Tudo que o ex-secretário Raimundo Cutrim fez pela Polícia do Maranhão o Jornal Pequeno sempre reconheceu e continua reconhecendo. A matéria de domingo foi uma reprodução de reportagem do jornal O Globo, do Rio de Janeiro, baseada em pesquisa do Ministério da Saúde.