“As pessoas falam muito sobre as barreiras que dificultam o acesso de pessoas com deficiência em locais públicos, mas esquecem de que a maior barreira que existe é a humana. Esta é a primeira que temos que combater”, disse Eduardo Frazão, presidente do Centro Dialético dos Pais e Amigos dos Especiais (CDPAE), durante o Fórum das Entidades de Pessoas Portadoras de Deficiências e Patologias de São Luís, realizado na quinta-feira, na sede do Sindicato dos Bancários, centro.
O Fórum foi realizado com o objetivo de fazer com que ONGs, Movimentos e pessoas discutissem e propusessem políticas públicas para pessoas com deficiência. Para isso, o Fórum chamou a atenção para a importância de se estimular e apoiar a criação de Associações e Conselhos Municipais; propor ações conjuntas com a Promotoria Especializada na Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência; implementar o Decreto 5.296 (Lei de Acessibilidade); e realizar palestras em Escolas, Universidades, Empresas e Comunidades.
Um dos principais pontos discutidos no evento diz respeito à falta de oportunidades de trabalho oferecidas às pessoas com limitações. “Temos capacidade; podemos executar as mesmas tarefas que as outras pessoas. Mas ainda há muita discriminação. O mercado de trabalho é fechado para muitos de nós. Então, chegou a hora de não só discutirmos, como fazermos algo para que sejam colocadas em prática essas ações”, disse Deline, da AML.
Quem pretende obter mais informações sobre os portadores de deficiência e quiser se engajar nesta causa, pode procurar o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Maranhão (Comdef), que fica localizado na rua dos Afogados, centro, fone: 3222-6799, ramal 24.
(Da Redação)