POR DANIELLE LOBATO
Estagiária
Na tarde de ontem, após quase duas horas de chuva intensa, vários trechos da capital ficaram alagados e causaram problemas principalmente a motoristas e comerciantes. A chuva começou por volta de 13h e até o final da tarde parte das avenidas Beira-Mar e Jerônimo de Albuquerque e da rua Oito, no São Francisco, ainda estavam tomadas pelas águas.

Na avenida Beira-Mar, a água se acumulou em frente ao prédio da Cemar. Foi preciso que voluntários que trabalham por ali se oferecessem para remover os detritos que impediram a água de escoar pelos bueiros. Os carros estacionados na área ficaram impossibilitados de sair.
Já na avenida Jerônimo de Albuquerque, o alagamento se formou próximo ao Palácio Henrique de La Rocque, onde o nível da água ficou tão alto que os carros pequenos encontraram dificuldades de passar, o que acabou gerando engarrafamento.

O caso mais grave da tarde de ontem foi o alagamento na rua Oito, no São Francisco, problema que, segundo os moradores, já acontece há mais de dez anos. Ontem a reportagem do JP constatou que muita água estava acumulada em frente ao Mercado Municipal do São Francisco.
Os comerciantes que trabalham no mercado usaram vários recursos, como batentes nas portas e tijolos embaixo dos eletrodomésticos, para evitar que a água entrasse em seus boxes e estragasse seus equipamentos. Dorival Campos, que vende carne no mercado, disse que já teve dois motores de congelador queimados por causa da água da chuva.
O comerciante João Andrade também teve seu estabelecimento invadido pela água. “Nós perdemos muitas mercadorias. A água invadiu o depósito e molhou várias caixas. Já houve chuva forte que encheu a rua, mas aqui nunca tinha enchido”, disse João Andrade.
Outros estragos aconteceram em algumas residências da rua Oito. Os moradores tentavam remover a água com vassouras, rodos e panos. Na casa de Francisca Ferreira o alagamento foi grande. A água batia no joelho. Francisca disse que já teve um guarda-roupa estragado por causa da chuva. Mas ela acha que os comerciantes e moradores também são culpados. “Os próprios comerciantes deixam caixas de papelão e plásticos na porta e quando a chuva vem leva tudo para os esgotos e impede a água de escoar”, explicou Francisca Ferreira.