A ex-diretora da Anac (Agência Nacional da Aviação Civil) Denise Abreu reafirmou ontem as denúncias de que houve pressão e ingerência do governo junto à agência para aprovar as vendas da Varig e da VarigLog para o fundo norte-americano Matlin Patterson.
Em seu depoimento à Comissão de Infra-estrutura do Senado, ela negou, no entanto, ter recebido ordens diretas da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Denise centrou as denúncias em torno da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, e do advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula e representante do Matlin Patterson no caso.
“Eu não recebi ordem, não. Ninguém disse faço isso ou faça aquilo', disse Denise. "A ministra Dilma nunca me mandaria fazer nada. Eu fui contestada."
Segundo ela, desde o início da crise, houve uma série de reuniões na Casa Civil, algumas com e outras sem a presença da ministra. Em todas, ela se sentiu pressionada a rever sua posição de pedir mais explicações aos representantes do fundo para verificar se eles cumpriam a lei que limita a participação de estrangeiros em empresas aéreas a 20%.