Em entrevista ontem ao JP, o comandante do Policiamento Metropolitano de São Luís, coronel Francisco Melo, chamou de “arrastão da Mirante” o tumulto ocasionado pela falta de energia, por uma passeata de estudantes e pela ação de meia dúzia de vândalos, no final da tarde de terça-feira, 10, no centro da cidade. O Sistema Mirante espalhou pânico na população, com a notícia do falso arrastão. “Arrastão causa tumulto e medo na Praça Deodoro”, estampou o jornal “O Estado do Maranhão”, da família Sarney, em sua manchete de ontem.

Acompanhado pelo coronel Tinoco, comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, o coronel Melo explicou que “a confusão ocorrida no centro na hora em que a energia elétrica faltou não caracterizou um arrastão”. Segundo o coronel, na hora da falta de energia, uma manifestação de estudantes acontecia na rua Oswaldo Cruz (rua Grande). Do protesto teriam surgido gritos de “arrastão”.
O coronel Tinoco disse que policiais do 9º Batalhão, que já estavam no local, identificaram quatro indivíduos que já eram conhecidos pela guarnição por praticar pequenos furtos. Como eles estavam nus da cintura para cima e corriam de um lado para o outro gritando, foram presos. Mas, por não portarem nenhum objeto fruto de roubo, e os policiais não localizarem nenhuma vítima, eles não ficaram detidos.
O coronel Tinoco explicou ainda que as pessoas que entraram nas lojas não eram assaltantes, e sim pessoas assustadas que tentavam se proteger. Os policiais não identificaram nenhum assalto a loja.
Quanto ao policiamento no centro de São Luís, o coronel Melo informou que 34 policiais trabalham diariamente naquela área e que um comando móvel fica todos os dias na Praça Deodoro, das 8h às 22h.
Reafirmando que não houve nenhum arrastão, o coronel afirmou que a população pode ficar tranqüila, pois o policiamento no centro foi reforçado com mais 42 policiais e também terá o apoio da Guarda Municipal.
(Danielle Lobato, estagiária)