O PSDB mostrou ontem um levantamento sobre a liberação de verbas para emendas individuais de congressistas apontando que, só nos primeiros seis dias de junho, o governo empenhou R$ 76,2 milhões de reais, contra R$ 9,6 milhões do dia 1° de janeiro até 31 de maio.
O período coincide com a tentativa dos governistas aprovarem na Câmara a Contribuição Social para a Saúde (CSS), um tributo com alíquota de 0,1% que funcionará como a extinta CPMF, para financiar a saúde. A criação da CSS atende a exigência do Planalto para não vetar a regulamentação da Emenda 29, que destina mais recursos para a saúde.
“Não é nada republicano. É um desequilíbrio numa ação externa no governo, que jura não ter nada com a CSS”, diz o vice-líder tucano, deputado Bruno Araújo (PE). O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), diz que a liberação de emendas é “cotidiana” e não tem relação com a CSS. “Sempre poderá haver uma ilação de que o governo libera as emendas para aprovar votações importantes”, diz.
(Tatiana Damasceno, do site Congresso em Foco)