As crianças recebiam presentes, enquanto Lidiane do Nascimento Fao, apontada como a agenciadora, e algumas adolescentes recebiam dinheiro pelos programas sexuais. “De acordo com a investigação e alguns depoimentos das jovens, descobrimos que o preço dos programas variava entre R$ 100 e R$ 300. Quanto mais nova fosse a vítima, mais caro os clientes pagavam”, relatou Vital.
Lidiane Fao agenciava as crianças, na maioria dos casos, na porta das escolas. Primeiramente ela envolvia uma vítima. Com o tempo, as vítimas passavam a indicar amigas. Em escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça, Fao afirma para um dos clientes que estava esperando começar a aula de educação física para pegar uma das crianças.
Todos os encontros, segundo narrou o conselheiro, eram realizados com a presença de Lidiane. A participação dela serviria também para enganar funcionários de motéis, já que os exploradores passavam despercebidos com as menores de idade pela recepção dos estabelecimentos. As crianças entravam agachadas no veículo.
(Andrezza Trajano, da Folha de Boa Vista)