POR JULLY CAMILO
No início da tarde de ontem, o prédio conhecido como “Balança mas não cai”, localizado no bairro do São Francisco, foi avaliado pelo engenheiro paulista Manoel Dias, perito em demolição e implosão, e pelo secretário Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh), Roberto Furtado. Segundo o engenheiro, o laudo técnico com a conclusão final ficará pronto em uma semana, e apontará quais as vantagens e desvantagens de duas alternativas: demolição por andar ou implosão.

De acordo com o secretário da Semurh, o processo de derrubada do prédio já dura 10 anos, e a fim de cumprir a determinação imposta pelo Ministério Público (MP), em janeiro deste ano – a demolição do imóvel –, a Secretaria contratou um perito apara avaliar riscos, custos e situação do prédio. “O último laudo expedido pelo Crea-MA informou que o imóvel apresentava rachaduras em toda a sua estrutura e que deveria ser demolido, por conta dos riscos que apresentava aos moradores e transeuntes que circulavam nas proximidades”, declarou Roberto Furtado.
Conforme a análise feita pelo engenheiro Manoel Dias, a demolição é possível. No entanto, o prédio não apresenta a condição de colapso iminente, pois está protegido pela camada de alvenaria. “Vou receber o parecer dos técnicos daqui da capital e juntar com o material colhido por mim, e em uma semana já devo ter um relatório para apresentar à Prefeitura. Tem de ser analisado todo o entorno, o transtorno, o tempo e principalmente a segurança. Com certeza, a implosão é o meio mais rápido e seguro; já a demolição convencional é mais demorada”, explicou o engenheiro. Ele já participou de implosões como a do prédio da Tam Express, em São Paulo; do Complexo Penitenciário do Carandiru, também em São Paulo; e do Presídio de Ilha Grande (Rio de Janeiro), entre outras.
Ressarcimento – Roberto Furtado explicou que após a aprovação do projeto e a liberação da verba, a demolição será executada em um prazo máximo de 20 dias. O município entrará com uma ação, por meio do procurador geral do Município de São Luís, Paulo Elder, contra o dono do imóvel, que segundo informações reside em Fortaleza. “Soubemos que os donos faliram e por isso abandonaram a obra ainda em fase de construção. Após a demolição, vamos pedir judicialmente o ressarcimento dos gastos que a Prefeitura terá com a derrubada prédio”, afirmou o secretário da Semurh.