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Política
Jackson recebe vice-prefeito de Sucupira do Norte
Deputado diz que denúncia nem de longe se compara ao Caso Lunus
Assembléia sepulta processo contra governador Jackson

Deputado diz que denúncia nem de longe se compara ao Caso Lunus

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Data de Publicação: 11 de junho de 2008
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Em contundente pronunciamento, o líder do bloco governista, deputado Marcelo Tavares (PSB), lembrou ontem que no caso Lunus, maior escândalo da vida política do Maranhão em todos os tempos, as provas foram evidentes contra a então governadora Roseana Sarney e Jorge Murad, com apreensão de dinheiro em espécie. E, ainda assim, o grupo Sarney lutou, com todas as forças, para que a Justiça não abrisse caixas suspeitas, que estavam guardadas no escritório da Lunus, no Renascença, e agora, por nada e sem indícios, movem esforços contra Jackson Lago no próprio STJ. “Isso é incoerente”, sentenciou.

Marcelo Tavares afirmou também que o mandato do governador precisa ser respeitado, porque foi resultado da vontade popular e a Casa não poderia se pautar por motivos políticos como quer o grupo Sarney. “Quem bem analisou o processo percebeu que não há sentido na denúncia. Mas o tempo é o senhor da razão e todos vão reconhecer, mais tarde, que tudo isso não passou de um grande erro”, enfatizou.

O deputado Rubens Júnior (PRTB), que também é advogado, classificou os argumentos da denúncia contra Jackson de ineptos e disse que as acusações ferem o Código de Processo Penal por não terem consistência alguma. “O que existem são suposições”, frisou o parlamentar que, inclusive, chamou a atenção para o anexo 23, onde um dos envolvidos na operação Navalha, Geraldo Magela, diz que é forte em Brasília com o senador José Sarney.“E por que isso não foi investigado pelos procuradores?”, questionou.

Durante a sessão, outros deputados da bancada governista na Assembléia Legislativa também saíram em defesa do governador. Pedro Veloso, Pavão Filho e Antonio Bacelar lembraram a história de luta e trabalho e a conduta ilibada de Jackson Lago ao longo dos três mandatos que exerceu frente à Prefeitura de São Luís.

Segundo o líder do Governo na Assembléia Legislativa, Edivaldo Holanda (PTC), o relatório da PGR perde todo o seu valor quando põe em dúvida a agenda do governador em Brasília no dia 21 de março de 2007. “Temos tudo comprovado. O governador esteve na capital federal para compromissos oficiais com a Presidência da República e não para outras questões, supostas pela acusação”, lembrou.

Na mesma linha de defesa seguiram também os deputados Valdinar Barros (PT) e Penaldon Jorge (PSC). Este último inclusive chamou a atenção para uma declaração do imposto de renda do governador, lida em plenário pelo líder da oposição, Ricardo Murad (PMDB). “Isso é quebra de sigilo fiscal e tem que ser investigado”, sugeriu Penaldon.

Relatório da CCJ – O parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) alegou que as denúncias contra o governador Jackson Lago são infundadas e que foram “açodadamente” imputadas pelas subprocuradoras da República que assinam a acusação apresentada ao STJ. O relator foi o deputado Arnaldo Melo (PSDB).

“Não precisa sequer ser expert na ciência do Direito para se verificar que a acusação – no que diz respeito ao governador do Estado – funda-se, tão-somente, em conteúdo de interceptações telefônicas – de duvidosa constitucionalidade – não sendo nenhuma delas obtidas em diálogo travado pelo ou com o governador, das quais se retira apenas ilações e criações mentais de quem acusa”, diz o relatório.

O relator listou e desqualificou uma por uma todas as acusações feitas pelo Ministério Público ao governador do Maranhão. “Nas conversas telefônicas gravadas com autorização judicial, Geraldo Magela afirmou que sequer conhecia o novo governador, não tendo qualquer contato com o mesmo. Não há um registro sequer, seja através de fotos, vídeos, documentos, escutas telefônicas etc, de que Zuleido Veras e o governador Jackson Lago tenham sido sequer apresentados”, revela outro trecho do relatório.

Além de desqualificar a denúncia, o relator considerou em seu voto a governabilidade, a estabilidade e a decisão soberana da população maranhense em eleger Jackson Lago em 2006 para ficar no cargo até o fim de seu mandato, como também fatores preponderantes para negar o pedido de autorização do STJ.

Críticas da oposição – Um discurso afinado criticando a não aprovação do pedido para processar o governador marcou os pronunciamentos dos deputados oposicionistas. Os 13 parlamentares do BPO (Bloco Parlamentar de Oposição) foram unânimes ao classificar o fato de “uma vergonha para a história política do Maranhão”.

O deputado Carlos Filho afirmou que o fato da bancada governista – maioria na Casa – ter desaprovado o pedido demonstrou claramente que o governador tem consciência da sua culpa.

Raimundo Cutrim avaliou que o resultado da votação, a partir de agora, muda a sua forma de avaliar as atitudes do político Jackson Lago. “As dúvidas sobre a honestidade do doutor Jackson não pairam apenas na minha mente, mas também na mente de todos os maranhenses. Se o governador não quisesse que isso acontecesse, teria tido a coragem de ir se defender das acusações no STJ”.

Além de criticar a postura do governador e da sua base aliada, o líder do BPO, deputado Ricardo Murad, questionou a legitimidade que o Tribunal de Justiça tem para julgar prefeitos, que, segundo o parlamentar, também são chefes de Executivos. “Avalio que os pedidos para processar prefeitos também deveriam ser aprovados pela Assembléia”.

Max Barros (DEM) avaliou que o governador Jackson poderia ter utilizado este mecanismo para limpar o seu nome e a sua história política.

Avaliação parecida fez o deputado Victor Mendes (PV). De acordo com ele, ao orientar a sua bancada a não aprovar o pedido, Jackson Lago mostrou que as acusações feitas contra ele têm fundamento.

Para o deputado Chico Gomes (DEM), a imagem da Assembléia Legislativa, cuja maioria dos seus integrantes votou a favor da desaprovação do pedido, ficou manchada.

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