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Escavadeira da Limpel quase derruba casa no João Paulo

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Data de Publicação: 10 de junho de 2008
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POR DANIELLE LOBATO

Estagiária

Uma escavadeira da Limpel colidiu com a parede da casa de Maria Léa Silva, que fica na 2ª Travessa Augustinho Torres, 36, João Paulo, abalando seriamente a estrutura da residência, onde moram 12 pessoas. Maria Léa relatou que por volta das 17h de sábado, 7, uma escavadeira que removia o lixo de um terreno baldio que fica atrás da sua casa bateu fortemente na parede do seu quarto.

Foto:G.FERREIRA
Estragos feitos pela Limpel: buraco na parede, rachaduras e alicerce abalado

Além dos estragos materiais, o impacto causou também danos à saúde de Ivone Oliveira, filha de Maria Léa, que é portadora de Síndrome de Down e mora nessa casa. Ivone, depois do susto que levou nesse dia, tem apresentado febre constante e está psicologicamente abalada.

Maria Léa relatou que o alicerce da sua casa já está comprometido há vários dias porque toda vez que a escavadeira da Limpel vai retirar o lixo do terreno, retira também terra perto do alicerce.

No sábado, a escavadeira atingiu a casa de Maria Léa com tanta força que a parede ficou com um buraco, várias rachaduras e sem sustentação.

Ela disse que foi até a Limpel e relatou o fato. Uma funcionária, identificada como Silmara, disse que enviaria um engenheiro ao local, mas até o final da tarde de ontem ele ainda não havia comparecido.

“Eles têm que fazer alguma coisa. Não estou dormindo tranqüila porque, além da insegurança, essa parede pode cair a qualquer hora e não tenho condições de fazer uma reforma agora”, disse Maria Léa.

O JP entrou em contato ontem à tarde com a Limpel e foi atendido pela mesma funcionária Silmara. Ela disse que o caso em questão só poderia ser tratado com o assessor de Comunicação da empresa, Fernando Santos, que já havia terminado seu expediente.

Terreno que virou ‘lixão’ é problema antigo

O terreno baldio transformado em “lixão” da avenida Augustinho Torres já traz problema aos moradores daquela área do João Paulo há pelo menos dez anos.

Elisângela Carvalho reclama do mau cheiro, da presença de animais no local e do risco de doenças. Ela tem uma lanchonete ao lado do “lixão” e disse que sua venda é prejudicada quando o terreno está cheio de lixo. Outro morador relatou que o carro da Limpel passa lá todo sábado, mas o lixo amontoa muito rápido porque vêm pessoas dos bairros vizinhos depositar detritos ali.

Os moradores apelam para que a proprietária do terreno, que segundo eles só esteve lá uma vez, tome alguma providência para evitar que o lixo continue sendo jogado naquele terreno.

(DL)

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