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ColunasInforme JP - Jornal dos Sarney briga com números sobre a violência

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10 de junho de 2008
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Reação precipitada

A reação do ex-secretário de Segurança e atual deputado estadual Raimundo Cutrim (DEM) à manchete do JP de domingo (“Era Cutrim foi marcada por crescimento dos assassinatos”) foi precipitada. Na reação de Cutrim, manifestada ontem em matéria com chamada de primeira página do jornal O Estado do Maranhão, há uma clara e evidente briga com os números, além de uma confusão que nem lendo o texto dez vezes dá para entender alguma coisa. A pressa em contestar o JP foi tanta, que, para ilustrar a matéria, o veículo da família Sarney exibiu um quadro do jornal O Globo que inclui exatamente o Maranhão entre os estados em que a taxa de homicídios mais cresceu no Brasil entre 2001 e 2005. No gráfico, o Maranhão aparece como o quarto estado em que o índice de assassinato mais cresceu no período.

Foto:REPRODUÇÃO/O GLOBO
No gráfico, republicado pelo jornal dos Sarney, o Maranhão aparece como o quarto estado em que o índice de assassinatos mais cresceu de 2001 a 2005. E o jornal diz o contrário.

Da precipitada resposta, tira-se ainda a conclusão de que o raciocínio do deputado Raimundo Cutrim começa a ser afetado pelo “jeito sarneisista de ser”; ou seja, o que vale para eles não vale para os adversários. Cutrim afirma que quer ter reconhecidos os seus méritos pelos quase nove anos em que esteve à frente da secretaria. Pois esse reconhecimento o JP sempre expressou e não vai deixar de fazê-lo pelo fato de o deputado estar na trincheira oposta. O Jornal Pequeno, até hoje, reconhece o trabalho que Cutrim fez pela Polícia do Maranhão. Mas tem coragem de dizer que, apesar disso, o ex-secretário enfrentou índices desastrosos no número de assassinatos, como constata a pesquisa do Ministério da Saúde, publicada pelo jornal O Globo e tão somente republicada pelo JP, que não inventou nada.

E se Raimundo Cutrim, embora fatos como esse estejam aí, saltando aos olhos, quer ter seus méritos de 9 anos de trabalho reconhecidos, porque não quer a reconhecer o mérito alheio? Ou a secretária Eurídice Vidigal e seu staff – integrado por muitos policiais que trabalharam com o próprio Cutrim – não possuem mérito nenhum? Ainda vale o conselho do “Dr. Pêta”. Sempre é tempo de refletir...

Cutrim, não!

O JP prefere atribuir ao ódio dos Sarney e não ao ex-secretário de Segurança Raimundo Cutrim a afirmação de ontem, no jornal O Estado do Maranhão, de que as críticas (críticas, não; fatos) à sua gestão “foram feitas de forma tendenciosa e em razão de benesses pessoais”.

Ninguém melhor do que o próprio Cutrim, tantas vezes defendido pelo Jornal Pequeno quando comandava a complexa pasta da Segurança, para dizer o contrário, para dizer que o JP e principalmente o seu Diretor de Redação, jornalista Lourival Bogéa, defendiam o atual deputado porque acreditavam no seu trabalho.

E, mesmo defendendo, jamais deixou de sonegar ao seu leitor um fato sequer de revelância, como os inúmeros assaltos a banco, assassinatos e rebeliões que marcaram a sua administração.

Assim é fácil...

Outro detalhe interessante da matéria do jornal O Estado do Maranhão: “Em 2005, o percentual (da taxa de homicídios do Maranhão) subiu para 15,3%, mas esse crescimento não foi um fato isolado no Maranhão, como se fosse algo inerente à vontade ou à competência do então secretário de Segurança”.

Não deu para entender! Então, o argumento da violência conjuntural, disseminada em todo o país, só vale quando o secretário da Segurança é ligado ao grupo Sarney?

Quer dizer que a violência quando cresceu na época do Cutrim não era “algo inerente à vontade ou à competência” dele, mas hoje é inerente à vontade e à competência da secretária Eurídice Vidigal?

Mídia ‘palaciana’

Em seu editorial de ontem, só comparável aos comentários de baixíssimo nível do ex-‘Veja Agora’, de Ricardo Murad, o jornal O Estado do Maranhão refere-se ao Jornal Pequeno, que identifica ora de “matutino da Rua Afonso Pena” ora de “simulacro de jornal”, como um veículo “financiado pelo governo estadual”.

Uma rápida consulta nos relatórios de apenas uma das agências de publicidade que trabalham para o governo Jackson Lago mostrará a imensa diferença entre o que o governo do Estado paga para o Sistema Mirante e para o Jornal Pequeno, por conta de mídia técnica. Se tem alguém sendo ‘financiado’, no caso, é o Sistema Sarney... e, pior, ‘financiado’ para bater.

Mas o JP não está preocupado com isso. Se o governo anuncia e faz publicações legais lá ou aqui, tem mais é que pagar. Interessante é que aqui nem paga pelo valor da tabela, como talvez o faça com relação ao Sistema Mirante. Como Fernando Sarney costuma dizer, em suas ‘rodas’, comentário este que jamais fará publicamente, por conta da ação política do grupo comandado por seu pai, “esse Lourival Bogéa é um otário, não sabe ganhar dinheiro”.

Talvez seja mesmo. Mas é porque nosso ‘carro-chefe’ não é o dinheiro, é o ideal.

Lula e Flávio Dino

O deputado federal Flávio Dino (PCdoB) teve, ontem, uma descontraída conversa com o presidente Lula durante solenidade no Palácio do Planalto.

“Presidente, sou o candidato do seu partido a prefeito de São Luís”, avisou Flávio. “Estou sabendo”, devolveu um sorridente Lula.

Flávio aproveitou a brecha para lembrar a Lula que ele ainda não veio a São Luís desde que assumiu o comando do país. Quem sabe agora...

Isenção de ânimo

Ao apresentar seu parecer, na reunião de ontem da CCJ, o deputado Arnaldo Melo argumentou que elaborou seu relatório “com a necessária isenção de ânimo que o caso reclama”.

Ele lembrou que o governador Jackson Lago abriu mão do prazo regimental de 10 sessões para apresentação de sua defesa, e de pronto encaminhou um documento à Assembléia negando autoria ou qualquer participação num suposto esquema de corrupção e fraude em licitações que seria comandado pela Construtora Gautama.

Arnaldo Melo explicou que a eventual decisão do plenário da Assembléia pelo não prosseguimento da ação penal contra Jackson Lago não acarreta a imediata extinção do processo, mas a suspensão tão somente do prazo prescricional, voltando o processo ao seu curso normal após o término do mandato eletivo do governador.

Fora do circuito

O deputado Carlos Alberto Milhomem (DEM) participou normalmente da sessão ordinária da Assembléia, ontem à tarde, mas pela segunda vez consecutiva ele não compareceu à reunião da CCJ, realizada logo após o meio-dia.

Embora seja membro efetivo da Comissão de Constituição e Justiça, Milhomem ausentou-se da sessão de ontem da CCJ com um argumento curto e grosso: “Não fui convocado; esqueceram de mim”.

MIUDINHAS

Começa hoje, 10 de junho, o prazo para a realização de Convenções Partidárias para a escolha dos candidatos que concorrerão nas Eleições 2008, conforme o Calendário Eleitoral estabelecido pelo TSE. O prazo encerra dia 30 de junho.

Publicado, domingo último, na coluna do jornalista Cláudio Humberto: “Chama-se Emília Ribeiro a candidata do senador José Sarney à vaga de conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações. Seu marido, Luiz Roberto Cury, reitor da Unieuro, de Brasília, é amigo do ex-presidente”.

O deputado federal Pedro Fernandes (PTB) inaugura, sexta-feira, o seu comitê de campanha, na Rua Barão de Itapary, 14, Camboa, com uma café da manhã para a imprensa.

Na oportunidade, Fernandes vai anunciar quem será o candidato a vice-prefeito em sua chapa a prefeito de São Luís. Em clima de mistério, o deputado só adianta que tem conversado com várias forças políticas no município, e promete surpresas.

A Escola Superior de Advocacia realiza no dia 19 deste mês, às 19 horas, no auditório da OAB, um painel de debates sobre a Reforma Tributária, tendo como debatedores os advogados João Batista Ericeira, Eduardo Moreira, Ítalo Fábio Azevedo, José Eliud e o secretário da Receita Federal no Maranhão, Manoel Rubim. Inscrições e mais informações pelo telefone (98) 2107-5417.

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