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Morte de estudante provoca revolta e bloqueio da BR-135

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Data de Publicação: 1 de junho de 2008
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Vice-governador conversa com lideranças após confusão

A morte por atropelamento da estudante Claudiana dos Santos Cabral, 11 anos, na BR-135, no final da tarde de sexta-feira (30), provocou revolta no povoado Santa Rosa do Barão, Itapecuru-Mirim, onde a menina morava. Claudiana foi atropelada à altura do km 89 por um Corsa prata, na volta da escola. O motorista não prestou socorro e a garota morreu em seguida.

22 acidentes e nove mortes - Lideranças da comunidade resolveram, então, mais uma vez interditar a BR, provocando um congestionamento que só foi liberado por volta das 21h. Uma viatura da Delegacia Regional de Itapecuru-Mirim passava pelo local e ainda saiu em perseguição ao Corsa, segundo um agente da Superintendência de Polícia do Interior. O engarrafamento, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), chegou a mais de 20 quilômetros na ocasião.

“As autoridades têm de dar um basta nesta situação, são vidas humanas que estão sendo sacrificadas para desespero de suas famílias”, desabafou uma moradora de Santa Rosa do Barão. Ela afirmou que nos últimos oito meses ocorreram 22 acidentes no local, vitimando fatalmente nove pessoas.

Incidente com militares - Ontem, pela manhã, os protestos foram reiniciados e a rodovia novamente interditada, causando transtornos aos motoristas que trafegavam nos dois sentidos da BR. O caso mais grave foi registrado quando uma Blazer cinza tentou furar o bloqueio e dois homens desceram armados com revólveres e metralhadora, para intimidar os manifestantes, mas a situação piorou porque um deles furou o pneu do veículo. Só então foi descoberto que os homens eram sargentos da PM (Levy Moraes) e integrantes da segurança do vice-governador, o pastor Luís Carlos Porto, que estava em outro automóvel.

PRF leva o caso para Santa Rita - Segundo o delegado Ednaldo Santos, de Santa Rita, ao perceber a movimentação e os militares cercados por várias pessoas, o pastor Porto desceu do carro e foi conversar com as lideranças, inclusive foi convidado a se dirigir até a casa dos pais de Claudiana Cabral, onde o corpo da menina estava sendo velado. Depois de ouvir as principais reivindicações da comunidade e dizer o que poderia ser feito, o vice-governador prometeu intervir na solução do problema e teve o carro liberado pra seguir viagem.

Com a caminhonete da segurança, porém, não aconteceu da mesma forma. Os militares e as armas foram entregues à PRF e conduzidos para a Delegacia de Santa Rita, onde todos, inclusive representantes da comunidade foram ouvidos pelo delegado Ednaldo Santos.

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