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Plano macabro
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Plano macabro

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Data de Publicação: 9 de maio de 2008
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Um projeto político criteriosamente elaborado visa alavancar a candidatura diminuta do ex-secretário de Se-gurança Raimundo Cutrim.

Consiste em criar na população de São Luís uma sensação de pânico, como se estivéssemos sendo vítimas de uma invasão de criminosos e o Sistema de Segurança, mesmo integrado como está hoje, reunindo Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal e Corpo de Bombeiros, fosse uma instituição figurativa que em nada contribuísse para a manutenção da ordem e defesa da sociedade.

O Sistema Mirante de Comunicação se encarrega de espalhar o terror, exacerbando ao limite cada fato criminoso e passando a impressão de que quando Cutrim era secretário São Luís era uma ilha utópica, onde não ocorriam homicídios, assaltos e roubos, onde a polícia não torturava, pois empunhava rosas calibre 38 e dava tapas com luvas de pelica.

Na Assembléia, os deputados sarneisistas foram convocados a se alternar nas críticas à secretária Eurídice Vidigal. Ali, ela é vítima de insultos e desconfianças, é apupada e a ela são debitadas todas as responsabilidades. Por ódios localizados, homicídios ocasionais, encontros de gangues, rivalidades antigas, briga de vizinhos... Em tal proporção que um desavisado teria a impressão de que a secretária, por motivo próprio, por sua conta e custo e por prazer, estaria provocando todos esses fatos. Só falta que a responsabilizem por brigas de namorados.

A intenção é destacar o trabalho do ex-secretário Cutrim, que, apesar de todo seu esforço, da modernização que implantou no sistema de segurança, não conseguiu conter a onda de violência instalada no estado, principalmente com relação aos assaltos a banco, como podem mostrar as estatísticas da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos). Na época de Roseana se matava muito mais, roubava-se muito mais, assaltava-se muito mais e, mesmo não sendo por culpa nem anuência de Cutrim, sabia-se que bandidos do porte e do tamanho de Joaquim Laurixto, Davi Alves Silva e José Gerardo freqüentavam a ante-sala do Governo.

Criado o pânico, o passo seguinte é apresentar o candidato Raimundo Cutrim como prefeito-solução da segurança de São Luís. Uma forma pouco sutil de enganar a população, pois todo mundo sabe que a segurança pública está afeta ao Estado e não à Prefeitura. Nem que fosse.

Há que se chamar a atenção também para a possibilidade de armações criminosas, através das quais o clima de terror não estaria mais na dependência única da mídia particular de Sarney. O Serviço de Inteligência da polícia começa a desconfiar de que estariam planejando assaltos a mansões e invasões de condomínios fechados como tratamento de choque para convencer as classes mais abastadas, quase sempre inatingíveis nesse processo, a engrossar as finíssimas fileiras da campanha em favor de Cutrim. Como bem mostrou o líder da maioria, deputado Marcelo Tavares, a intensificação do foco na gestão da segurança pública tem a intenção de elevar o sacrificado ‘ibope’ do candidato do DEM. Tarefa praticamente impossível de cumprir.

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