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Esquema Sarney ataca a segurança para tentar eleger Raimundo Cutrim

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Data de Publicação: 8 de maio de 2008
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ARMAÇÃO COM VISTAS À SUCESSÃO MUNICIPAL

É DENUNCIADA NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

Parlamentares desmontam discurso contra a política de segurança pública do Estado

O líder do Governo na Assembléia Legislativa, Edivaldo Holanda, (PTC), e o deputado Marcelo Tavares (PSB) contestaram ontem críticas da oposição contra a política de segurança cidadã adotada pelo governador Jackson Lago. Edivaldo Holanda foi enfático ao dizer que o discurso “batido” da oposição contra o Sistema de Segurança do Estado é político e demagógico. Na mesma linha de pensamento, o deputado Marcelo Tavares desclassificou as críticas do oposicionista Ricardo Murad (PMDB) à secretária Eurídice Vidigal e afirmou que elas têm cunho eleitoreiro e visam beneficiar o esquema político do grupo Sarney.

Foto:AGÊNCIA AL
Edivaldo e Marcelo Tavares revelam armação eleitoreira com o objetivo de beneficiar Cutrim

Na avaliação do líder do Governo, as críticas da oposição não passam de discurso político, simplório, apaixonado e de poucas ações. Ele lembrou ainda que todos os estados brasileiros enfrentam dificuldades com a segurança em função do crescimento da criminalidade, que se dá em todo o país. Segundo o deputado, os problemas no Estado vêm de governos de que Ricardo Murad fez parte e que tiveram o deputado Raimundo Cutrim (DEM) no comando da segurança por 15 anos.

“Não se resolverá esta situação em pouco mais de um ano”, afirmou Edivaldo Holanda. Ele citou como exemplo positivo o pronunciamento da deputada Helena Heluy (PT), onde a parlamentar chamou a atenção dos colegas para a necessidade de uma reflexão mais construtiva sobre a falência do sistema prisional que, segundo ela, é histórica em todo o país.

Segundo Edivaldo Holanda, a oposição reclama de falta de delegados no interior do Estado “como se na época em que Raimundo Cutrim, hoje deputado, esteve à frente da segurança houvesse delegado espalhado por todos os municípios”. O parlamentar disse que a questão, lamentavelmente, está sendo politizada e partidarizada pela oposição.

“Quero aqui parabenizar todo o esforço do governador Jackson Lago e da secretária Eurídice Vidigal para mudar, por completo, esta herança do passado no Sistema de Segurança Pública”, disse Edivaldo Holanda. Em relação à questão do município de Santa Helena, alvo da oposição, Edivaldo Holanda informou que um novo delegado já tomou posse e já está regularizando a distribuição de comida aos presos.

Interesses eleitoreiros – Assim como Edivaldo Holanda, o deputado Marcelo Tavares também se pronunciou para refrescar a memória da oposição, lembrando que os problemas na segurança pública do Estado são históricos e que as críticas da oposição têm motivações políticas e eleitoreiras. “Seria um privilégio se pudéssemos esquecer o passado nefasto do nosso Estado que, infelizmente, ainda trará conseqüências a várias gerações de maranhenses”, disse.

Segundo Marcelo Tavares, os ataques à secretária de Segurança Eurídice Vidigal não são motivados por suas ações administrativas, mas em razão do papel político que ela desempenhou na última eleição para o Governo do Estado e que derrotou o grupo adversário. “Colocar os problemas da segurança na pauta do dia é criar um factóide para influenciar a opinião pública e colher frutos na sucessão municipal”, afirmou.

Marcelo Tavares disse ainda que a política impera quando a oposição coloca a segurança na pauta do dia, cotidianamente, por conta da eleição que se aproxima. “A intenção é eleger o candidato do grupo à Prefeitura de São Luís”, disparou ao fazer uma alusão ao pré-candidato Raimundo Cutrim (DEM). Em relação à questão dos delegados e dos policiais, o deputado pessebista lembrou que o número insuficiente é uma deficiência que está enraizada há décadas na história do Maranhão. Segundo o parlamentar, a construção de centros de detenção, como o último inaugurado em Pedrinhas pelo governador Jackson Lago, resolverá não só o problema da superlotação de presos, mas está permitindo que os policiais sejam melhor distribuídos.

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