Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição22,601
Edição 22,601

Cidade
Projovem Adolescente será implantado em São Luís
Alunos do Colégio Upaon-Açu visitam quartel do Exército
Servidores da Ufma correm risco de terem doenças cardiovasculares
BAILE DAS FLORES
Oberdan Oliveira já está na estrada
Capacitação tecnológica vai contratar 72 instrutores
Núcleo Gestor discute novas ações para o Centro Histórico
Justiça Federal completa 40 anos com 60 mil processos em tramitação
Procura por emprego gera tumulto na porta do Sine
Home » Edições » 2008 » Maio » Edição 22,601 » Cidade

Servidores da Ufma correm risco de terem doenças cardiovasculares

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 7 de maio de 2008
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

Um estudo inédito, apresentado durante congresso de cardiologia, revelou que os servidores da Universidade Federal do Maranhão estão propícios as doenças no sistema circulatório. A pesquisa mostrou que 50% dos servidores da Ufma são fortes candidatos a sofrerem de doenças cardiovasculares, doenças essas que alteram o funcionamento do sistema circulatório e que podem ser causadas por hábitos que agridem o coração ou as artérias.

Pedro Muniz, coordenador da pesquisa com servidores da Ufma

A pesquisa foi realizada no ano de 2007 e teve a orientação do Dr. Pedro Muniz (Doutor em Medicina, Especialista em Cardiologia no Maranhão, Coordenador do Núcleo de Pesquisas em Cardiologia da Ufma) e o apoio do Hospital Universitário da Ufma. Foram entrevistados uma amostra representativa de todos os servidores , sendo que 52% eram do sexo feminino e 56% tinham o curso superior completo, dentre esses, 39% eram adeptos de dietas com restrição de sal e gordura e 31% praticavam algum tipo de atividade física.

Durante a análise, foi avaliada a etnia, escolaridade, renda familiar, hábitos de vida, peso, índice de massa corporal, pressão arterial, taxas de glicose, colesterol e triglicerídeos (principal gordura originária da alimentação).

Segundo os pesquisadores, no Brasil, a parcela da sociedade em que mais cresce a prevalência de obesidade, pressão alta e derrame é a parcela mais pobre da sociedade, a camada menos privilegiada. Isso acontece, quer seja pela falta de informação ou do baixo nível de escolaridade. Por outro lado a evolução cultural e socioeconômica também tem penalizado cruelmente as pessoas, uma vez que o homem moderno adquire com o tempo vícios típicos da vida em cidade grande, como sedentarismo, tabagismo, estresse que se acompanham de aumentos de derrame cerebral, ataques cardíacos, doenças renais e as doenças dos vasos periféricos. A pesquisa e o resultado foram divulgados no VIII Congresso de Cardiologia do Maranhão, que aconteceu no início de abril em São Luís.

Dados e resultados – O resultado mostrou que a taxa da pressão arterial dos pacientes analisados foi de 36,6 % (ligeiramente maior entre os homens), sendo que no Brasil as taxas variam de 22% a 44%, afetando mais os idosos, e geralmente está relacionada ao aumento de peso. Na pesquisa, aqueles que estavam acima do peso apresentavam três vezes mais risco de ter pressão alta. A taxa de pessoas que está acima do peso foi elevada (60%) e as mulheres tiveram mais obesidade central (75%). A maioria dos servidores tem vida sedentária (72%), quase 50% apresentam aumento de colesterol e triglicerídeos, 22% fumam (mais os homens 28,9%) e 9 % têm diabetes. Os pacientes diabéticos apresentaram altas taxas de pressão alta e aumentos do colesterol.

Segundo o pesquisador, ficou visível que, mesmo em população de nível cultural elevado, há elevada taxa de pressão alta, excesso de peso, aumento das taxas colesterol, sedentarismo, uma combinação perfeita para a ocorrência das doenças cardiovasculares. No entanto, é possível adotar medidas básicas de mudanças no estilo de vida e com isso mudar o prognóstico de vida dessas pessoas. A Ufma se dispõe a acompanhar esses pacientes, proporcionando toda a assistência com medidas preventivas como reeducação alimentar e orientação para a prática de atividades físicas.

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br