Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição22,601
Edição 22,601

Nacional
Fazendeiro acusado de matar Dorothy Stang é absolvido em Belém
Casa própria para baixa renda terá mais R$ 350 mi do FGTS
STF autoriza PF a entrar em reserva indígena para investigar conflito
Promotor denuncia e pede prisão de pai e de madrasta de Isabella
Travestis confessam que mentiram sobre drogas e sexo com Ronaldo
Home » Edições » 2008 » Maio » Edição 22,601 » Nacional

Promotor denuncia e pede prisão de pai e de madrasta de Isabella

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 7 de maio de 2008
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

O promotor Francisco Cembranelli se manifestou ontem, 6, favorável à prisão preventiva do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, 5, assassinada em 29 de março em São Paulo.

Para o promotor, a criança foi asfixiada por Anna Carolina e jogada do sexto andar do edifício London (zona norte) pelo pai. A denúncia (acusação formal) foi entregue hoje à Justiça. No documento, Cembranelli também responsabiliza o casal por fraude processual - por ter alterado a cena do crime.

O casal é acusado de homicídio qualificado contra Isabella, com três agravantes - motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

Cembranelli aponta como provas contra o casal laudos periciais e versões de testemunhas - durante as investigações, mais de 60 pessoas foram ouvidas. Alexandre e Anna Carolina negam o crime e afirmam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa - assaltante ou desafeto -, que invadiu o apartamento.

Agora, caberá ao juiz aceitar ou não a denúncia - ou seja, decidir se abre ou não processo contra o casal. Caso a denúncia seja aceita, Alexandre e Anna Jatobá passam a ser réus. Após a conclusão do processo, os réus vão a julgamento. Em qualquer uma das fases do processo judicial, cabe recurso.

Crime - Isabella foi morta quando passava o fim de semana com o pai e com a madrasta. Segundo o promotor, brigas provocadas por ciúmes faziam parte da rotina do casal. A denúncia, no entanto, não aponta a motivação para a morte de Isabella.

Para endossar o pedido de prisão feito pela Polícia Civil, Cembranelli argumenta a necessidade de manter a ordem pública e fala no "anseio de um Brasil inteiro profundamente comovido com o triste destino da pequena Isabella".

A defesa de Alexandre e de Anna Carolina afirma que só vai se manifestar sobre a denúncia e o pedido de prisão preventiva após a análise do juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de Santana (zona norte).

"Já sabíamos que ele [Cembranelli] iria oferecer a denúncia e pedir a prisão. Não é novidade alguma a posição dele. A defesa não tomará medida alguma por enquanto. Isso [fraude processual] é mais uma coisa que terá de ser provada por ele [promotor]", afirmou Rogério Neres de Sousa, um dos três advogados de defesa do casal.

Trâmite - O inquérito da morte da menina foi finalizado pela Polícia Civil no dia 30 de abril. A defesa do casal já se manifestou contrária à medida e avalia não haver justificativas para que seja decretada a prisão preventiva do casal.

Novamente, a liberdade do casal Alexandre Nardoni e Anna Jatobá dependerá do juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de Santana (zona norte). No dia 2 de abril, ele determinou a detenção temporária dos suspeitos pelo prazo de 30 dias.

Caso o magistrado atenda ao mais recente pedido de detenção da polícia, Nardoni e Anna Jatobá poderão apresentar um habeas corpus (pedido de soltura) ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

Neste caso também entrará em cena novamente o desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, que determinou a libertação do casal no dia 11 de abril, ao conceder uma liminar ao habeas corpus apresentado pelos defensores dos indiciados.

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br