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Deputado afirma que terceirização no setor público começou no governo Roseana Sarney

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Data de Publicação: 7 de maio de 2008
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O líder do Bloco Parlamentar Progressista (BPP), Marcelo Tavares (PSB), assegurou, na sessão de ontem que a terceirização do serviço público começou no governo Roseana Sarney (1995-2002). A acusação de Tavares foi por conta de um discurso do deputado Raimundo Cutrim (DEM), feito na mesma sessão, denunciando que estaria acontecendo a terceirização do setor de saúde do Estado.

“A terceirização na saúde do governo do Maranhão foi feita lá atrás com a então governadora Roseana e, na minha ótica, ela não fez aquilo com intenção de favorecer a corrupção, fez por reconhecer naquele momento a falência do poder público de gerir as ações de saúde que são de responsabilidade do Estado”, declarou.

“Não satisfeito aquele governo [de Roseana] em terceirizar o serviço de saúde, fez a terceirização contratando a Fundação Roberto Marinho para fazer o Ensino Médio de todo o Estado”, lembrou Marcelo Tavares.

O deputado do PSB afirmou ainda que outro esclarecimento precisava ser feito, porque o deputado Raimundo Cutrim coloca que há cinco anos os recursos estão parados na conta da Secretaria de Segurança, mas Tavares assegurou que Cutrim “é responsável, no mínimo, por dois desses anos quando era secretário de Estado, porque dos últimos cinco anos, Eurídice Vidigal é secretária apenas de um ano e pouco”.

O parlamentar socialista criticou também a postura da denúncia feita pelo colega de plenário, “desafiando esta Casa, como se todos fôssemos desonestos”.

“Então, parece que todos aqui são desonestos e eu não concordo, em nenhuma situação, com isto. Em segundo lugar, diz que o governo é coberto de corrupção e aí cita exemplos de ONG’s contratadas para prestarem serviços para a saúde, mas eu queria lembrar que a terceirização na saúde do Governo do Maranhão foi feita lá atrás com a então governadora Roseana”, com a contratação de fundações para gerir hospitais.

Contou ainda que “o deputado Francisco Gomes (DEM), na época gerente de Viana, e eu, gerente-adjunto, tivemos o nosso hospital contratado, e como o deputado Francisco Gomes estava em férias e eu assumi a gerência e tive a oportunidade de fazer o primeiro despacho do primeiro pagamento, negando aquele pagamento, porque eu entendia que aquilo não correspondia às necessidades do governo naquela época”.

Tavares reafirmou que “o serviço de saúde no Estado foi terceirizado para ONG’s e entidades no governo de Roseana Sarney e também não vejo nenhum problema, porque o governo federal está prestes a adotar a mesma ótica, a mesma maneira de administrar”.

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