A Agenda Criança Amazônia começa a ganhar vida nos municípios da Amazônia maranhense. Uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Agenda Criança Amazônia visa mobilizar e fortalecer os municípios para assegurar os direitos de cada criança e adolescente que vive da Amazônia Legal Brasileira. Ao todo, 32 municípios maranhenses aceitaram o desafio de participar desta primeira fase da iniciativa, ao lado de 25 do Pará e outros 20 do Amazonas.
Para impulsionar o trabalho no Maranhão, está sendo realizado um primeiro ciclo de encontros com os gestores e técnicos locais. A rodada começou na cidade de São Bento e agora chega a Imperatriz. Nos próximos dias 7 e 8 de maio, acontece no auditório da Ufma, das 8h30 às 17h30, no centro da cidade, o Encontro Agenda Criança Amazônia – Impacto Social com a participação de nove municípios da região: Açailândia; Amarante do Maranhão; Arame; Balsas; Barra do Corda; Bom Jesus das Selvas; Buriticupu; Grajaú; Imperatriz.
Além de apresentar a metodologia da Agenda Criança Amazônia e discutir como ela pode se transformar em ação no dia-a-dia, o encontro irá focar o tema dos indicadores de impacto social. Ao todo, 11 indicadores serão acompanhados pelo Unicef para monitorar o esforço dos municípios em melhorar a condição de vida das crianças e adolescentes. São eles: taxa de mortalidade infantil; porcentagem de mulheres com mais de seis consultas de Pré-Natal; porcentagem de crianças menores de 2 anos desnutridas; porcentagem de domicílios com acesso a água de consumo humano; taxa de atendimento 4 e 5 anos na Educação Infantil; taxa de escolaridade líquida 6 a 14 anos na Educação Fundamental; porcentagem de adolescentes 14 e 15 anos concluintes do Ensino Fundamental; distorção idade-série; número de casos de malária; taxa de abandono do Ensino Fundamental diurno rede municipal; taxa de mortalidade 0 a 19 anos por causas externas; porcentagem de crianças de até 1 ano com registro civil.
Durante o encontro, serão apresentados os dados mais recentes de cada município, estimulando uma reflexão sobre sua situação em relação ao grupo, ao estado e ao país. Por exemplo, enquanto, no grupo, cerca de 21 crianças entre cada 1.000 nascidas vivas morrem antes de completar 01 ano de idade, no Maranhão, esse número chega a mais de 40 (SIM/SINASC, 2006). Por outro lado, se no Maranhão, 61% dos domicílios tem acesso à água tratada, no grupo, essa porcentagem fica em 40% (SIAB, 2006).