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Ladrões fazem o 'raspa' no cemitério na cidade de Codó

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Data de Publicação: 6 de maio de 2008
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A aposentada Zeli Gomes da Silva denunciou que a população de Codó está sendo incomodada com os furtos ocorridos no cemitério central da cidade. Segundo ela, os ladrões fazem de tudo. Furtam até velas. “Não respeitam os túmulos, levam as cruzes, os retratos, quebram vidraças, roubam o material colocado, de bronze, até de alumínio. Até as velas, quando acabam de apagar eles juntam aquela cera, às vezes a vela ainda está quase inteira”, reclamou.

Objetos roubados são vendidos por preços irrisórios

Vítimas indignadas – Os bandidos furtam tudo isso para vender a preços irrisórios. O escultor, Roberval da Silva, passou por uma experiência, para ele, revoltante. Viu uma imagem furtada do cemitério, que teria sido esculpida por R$ 200, sendo vendida na rua por apenas R$ 4. “Aquelas peças de fotografia, por exemplo, eles tiram, jogam fora e vendem apenas a moldura. O preço, nesse caso, cai pra menos de R$ 4. Argolas, levam tudo. O material é trocado por bebidas, por droga. Tem ladrões que dormem no cemitério, são moradores de rua”, disse Roberval.

O que os moradores de Codó dizem não entender é como acontecem os furtos, já que o cemitério conta com dois vigilantes pagos pela Prefeitura, tanto que a professora Maria da Graça Brandão de Miranda, assim como a maioria, sugere uma cobrança maior sobre estes trabalhadores ou a substituição. “É cobrar, cobrar dos vigias. Deveria aumentar a vigilância do cemitério, subir mais o muro porque ali é freqüentado diariamente pelas pessoas e os roubos acontecem normalmente. Os mortos devem ser respeitados”, cobrou a professora.

Troca de vigias – O secretário de Defesa do Patrimônio Público, Antonio Figueiredo, que já teve o túmulo da própria filha visitado por ladrões, anunciou que está fazendo a troca periódica dos vigias porque eles acabam relaxando no serviço e indo visitar a vizinhança do cemitério.

Quanto a mais contratações para reforçar a segurança dia e noite do local, ele disse que a prefeitura não dispõe de recurso atualmente para isso. “Acontece às vezes que a pessoa se acomoda, passa a conhecer o vizinho, sai para conversar e esquece da responsabilidade, deixando o cemitério”.

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