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Servidores da Aged param por melhores condições de trabalho

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Data de Publicação: 6 de maio de 2008
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Servidores da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged) paralisaram suas atividades durante todo o dia de ontem, 5. Entre as reivindicações da categoria está a exigência para que a diferença salarial seja feita de acordo com a titulação. Por causa da paralisação foram suspensos os trabalhos de vacinação contra a febre aftosa, fiscalização nas barreiras sanitárias e retirada das guias de trânsito animal e de trânsito vegetal. Segundo o diretor do Sindicato dos Fiscais da Aged, Wender Robert de Sousa, haverá uma assembléia na próxima sexta-feira, para decidir se a categoria entrará em greve por tempo indeterminado.

Servidores da Aged concentrados em frente à sede da agência

De acordo com Wender de Sousa, 18 unidades da agência pararam em todo o estado, envolvendo os fiscais de defesa agropecuária, assistentes de defesa agropecuária e auxiliares de campo. “Apenas os funcionários contratados não aderiram à paralisação. Mas isso não nos intimida e nem prejudica nosso movimento. Todos os servidores concursados estão nessa luta por melhores condições de trabalho e concordaram com o movimento”, disse Wender.

A pauta de reivindicações possui ainda os seguintes itens: passe livre por meio de convênio junto às empresas de transportes intermunicipal e de ferry-boat; adicional por interiorização, adicional de serviço extraordinário, adicional de insalubridade (nos moldes antigos 20%, 30% ou 40%), auxílio alimentação para funcionários da Aged, por termos de oito horas diárias e regime de plantão (24 horas consecutivas), adicional por dedicação exclusiva de função, auxílio benefício, nivelamento dos salários dos ficais, assistentes e auxiliares em relação aos cargos correlatos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; retribuição pelo cumprimento da meta geral de arrecadação tributária própria; 75% dos cargos comissionários para funcionários estatutários da área, nos níveis DAS 1,2,3 e 50% para o nível DAS 4; regulamentação da Lei Federal de Serviço Essencial, por meio da Lei Estadual; Garantia de Segurança Pública nas Barreiras Zoofitossanitárias do Estado; e concurso público para novos funcionários da Aged.

Abertura de diálogo – Em reunião realizada na manhã de ontem, o secretário-chefe da Casa Civil, Aderson Lago, recebeu representantes de sindicatos ligados ao setor agropecuário e lideranças do movimento de paralisação promovido pelos técnicos da Aged, com o propósito de abrir o diálogo com a categoria, ouvir e analisar a pauta reivindicatória do movimento. Participaram também da reunião o diretor da Aged, Sebastião Anchieta, e o subsecretário de Agricultura, Fortunato Macedo.

O diretor da Aged, Sebastião Anchieta, garantiu que a paralisação dos técnicos do órgão não comprometerá, de forma alguma, as ações da campanha de vacinação contra a febre aftosa em bovinos e bubalinos, iniciadas na última quinta-feira, 1º. “Quem vacina é o criador. Nós apenas fiscalizamos o cumprimento da campanha”, disse Anchieta.

Segundo ele, a paralisação dificultará apenas o andamento dos processos burocráticos do órgão, como por exemplo, a emissão de guias e a fiscalização nas barreiras.

Anchieta lembrou que, nessa primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, que se estende até dia 31 deste mês, a expectativa do Governo do Maranhão é imunizar, pelo menos, 93% dos bovinos e bubalinos do Estado. O Maranhão possui um plantel estimado em quase sete milhões de bovinos e cerca de 81 mil bubalinos, distribuídos em 134 mil propriedades.

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