Com o objetivo de pensar e consolidar políticas nas áreas de ciência e tecnologia foi instituído recentemente o Fórum Nacional de Ciência e Tecnologia. A iniciativa é do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Ciência e Tecnologia –CONSECTI e o Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa –CONFAP. O comitê executivo do Fórum é composto por cinco membros: um representante do ministério, o seu secretário executivo, um representante da Finep, um representante do CNPq, um representante do CONFAP e um representante do CONSECTI.

comitê executivo e participou dos primeiros trabalhos do Fórum
A Fapema, através de seu diretor-presidente, já tem vaga neste comitê executivo para os dois próximos anos. Para Dr. Labidi, este comitê é de extrema importância, pois participará diretamente na definição das políticas de ciência e tecnologia no país. “A nomeação da Fapema para representar todas as fundações de amparo à pesquisa do Brasil neste fórum é um orgulho para todos nós e um reconhecimento ao trabalho que a Fapema vem realizando” declarou Sofiane Labidi.
Na pauta geral do encontro do último dia 23, a instalação do Comitê Executivo e o estabelecimento de estratégias de cooperação entre o Ministério de Ciência e Tecnologia e o Comitê para implantação do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento (PACTI).
O secretário executivo do ministério, Luiz Antônio Rodrigues Elias, enfatizou a nova política da instituição e lembrou o PAC da Ciência e Tecnologia, lançado recentemente pelo presidente Lula e que prevê um investimento de 41 bilhões de reais nesta área.
Na sua intervenção, Dr. Labidi, parabenizou o ministro Sérgio Rezende pela iniciativa e destacou a importância da instalação do Fórum. O presidente da Fapema pleiteou ainda por uma política de combate às desigualdades regionais. “É inconcebível hoje pensar em uma política nacional de ciência e tecnologia sem considerar os sistemas estaduais de ciência e tecnologia. É preciso ter mais integração com os estados e uma maior descentralização das ações” acrescentou Labidi.
A proposta é desenvolver mais investimentos nesta área para as regiões Norte/Nordeste e uma atuação baseada nas potencialidades regionais. Ele lembrou também os esforços do Governo do Maranhão para formação de recursos humanos de alto nível, fixação de pesquisadores no estado e os investimentos nas áreas de biotecnologia, biocombustível e aeroespacial, além do empenho do estado para implantação de parques tecnológicos para o desenvolvimento.
Em pauta específica foram ressaltados pontos essenciais como o desenvolvimento do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec) e a integração dos instrumentos de financiamento. No próximo encontro, os membros do comitê já devem apresentar propostas para estes dois primeiros pontos.
O comitê definiu uma agenda de trabalho onde se determinou temas a serem abordados nos próximos encontros. Como temas principais da agenda destacam-se os parques tecnológicos e incubadoras de empresas, a Rede Nacional de Pesquisa (RNP), os Arranjos Produtivos Locais e as leis estaduais de inovação.