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PM garante visita de parentes aos presidiários em Pedrinhas
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PM garante visita de parentes aos presidiários em Pedrinhas

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Data de Publicação: 1 de junho de 2008
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GREVE NA SEGURANÇA

Agentes penitenciários tentaram impedir entrada dos visitantes, mas PM interveio

Os policiais civis e agentes penitenciários do estado, que estão em greve há cinco dias, tentaram impedir, ontem pela manhã, a visita dos parentes de presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na BR-135, mas foram contidos pela Polícia Militar (PM). Os presos também puderam receber as visitas dos parentes na Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) do Anil e em outras delegacias.

A Polícia Militar está, desde o início da greve, na última quarta-feira, 28, de prontidão em frente a Pedrinhas. Segundo o coronel Ozório, comandante da operação, a presença da PM é para garantir que não haja desrespeito aos direitos dos presos. Cerca de 10 viaturas da polícia foram deslocadas para a área. O Grupamento Tático Aéreo (GTA), com o auxílio de duas viaturas e um helicóptero, também reforçou o policiamento.

Confusão – Houve um início de confusão apenas no início da manhã (cerca de 7h30), quando agentes penitenciários se amontoaram no portão central da Penitenciária de Pedrinhas, impedindo que os visitantes passassem. As mulheres dos presos, indignadas, vaiaram a ação dos agentes, argumentando que só estavam ali porque a Secretaria de Segurança havia garantido que as visitas seriam permitidas.

Por volta de 9h, a cavalaria da Polícia Militar chegou ao local, e juntamente com as equipes da Força Tática, conseguiu conter os manifestantes e liberar os portões.

BR bloqueada – Como forma de continuar o protesto, os agentes penitenciários interditaram a BR-135, diante do Complexo – o que provocou engarrafamento. Alguns grevistas chegaram a sentar e deitar na rodovia para impedir a passagem dos veículos.

Fotos:JÚNIOR FOICINHA
As visitas aconteceram sob a guarda da PM, enquanto os grevistas sentavam na rodovia

Um grevista sacou uma pistola e apontou para um caminhoneiro que quis furar o bloqueio da BR-135

O motorista Antonio Perdizes, exaltado, desceu do caminhão que conduzia e foi tomar satisfação com os grevistas. Como não houve acordo, ele disse que iria passar por cima dos policiais, que partiram para cima dele. Um grevista sacou um revólver e fez, várias vezes, menção de atirar na cabeça do caminhoneiro.

Refugiado na cabine do caminhão, o motorista se mostrava irritado. “Este país não merece respeito porque a própria polícia não se respeita”, disse o motorista que precisava descarregar uma mercadoria às 9h, caso contrário teria prejuízos.

O conflito só não teve proporções maiores porque Amon Jessen, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Maranhão, controlou a interdição da BR, oscilando o fechamento da avenida a cada cinco minutos.

“Não estamos parando o trânsito de uma vez, até porque a população não tem culpa de nada. Então, deixamos os carros parados por cinco minutos, e em seguida liberamos a pista. Depois fechamos novamente, e liberamos em pouco tempo. Enfim, trata-se de um ato pacífico, que não pretende desencadear conflitos”, explicou.

Durante uma das paralisações de fechamento da BR, uma criança passou mal, e o carro em que ela estava foi liberado pelos grevistas.

Multa – Cezar Castro Lopes, o “Cezar Bombeiro”, presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Maranhão (Sindspem), esteve na manifestação e falou sobre a multa de R$ 5 mil por dia, que ele, individualmente, terá que pagar, caso impeça as visitas dos parentes aos presos durante a greve. “Nós vamos recorrer dessa decisão”, disse. A multa foi determinada por uma liminar expedida pela 3ª Vara da Fazenda Pública.

Na próxima segunda-feira, às 8h, os policiais civis estarão reunidos em frente ao Plantão Central da Beira-Mar, para discutirem os novos rumos da paralisação.

(Da Redação)

Segurança Cidadã avalia que operação está sendo bem-sucedida

O sistema de segurança do Estado, por meio da Polícia Militar, avaliou ontem que foi bem-sucedida a operação deflagrada para permitir a visita de familiares aos presos abrigados no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. O esquema será repetido hoje, domingo.

Em razão da greve dos policiais civis e dos agentes penitenciários, o aparato policial, com um contingente mais numeroso, foi mobilizado em todas as unidades do sistema prisional, para permitir o acesso à carceragem dos familiares dos presos.

Na avaliação da secretária de Segurança Cidadã, Eurídice Vidigal, a operação está dando certo graças ao detalhado planejamento realizado ao longo da semana pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI). “Foi um trabalho planejado, e muito bem feito, que está dando suporte à execução do esquema de visita aos presos neste final de semana”, declarou a secretária. Ela admitiu que houve um tumulto inicial, mas que logo foi controlado pela ação do efetivo policial deslocado para a área de Pedrinhas.

“O mais importante é que está sendo assegurado o direito dos familiares de verem os presos e não houve depredação do patrimônio público”, ressaltou Eurídice Vidigal.

No começo da visita, os grevistas tentaram impedir o acesso à Penitenciária, fazendo bloqueios em duas unidades prisionais. A Polícia Militar agiu prontamente, e o acesso dos familiares aos presos pôde ser permitido. Houve um incidente quando um dos grevistas, um policial civil, apontou uma arma com ameaças a um caminhoneiro que tentava atravessar a BR-135. Em razão do problema, a PM teve de realizar um desarmamento no local. “O que foi feito foi o uso legal da força, para manter a ordem”, explicou a secretária Eurídice Vidigal.

Ela foi enfática ao assinalar o planejamento feito pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI), órgão que reúne as polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária. “A operação não teria obtido sucesso se não tivesse havido o planejamento de ações articuladas pelas diversas forças que compõem o sistema de segurança”, declarou a secretária, observando que o GGI é um instituto criado a partir do governo do presidente Lula e que implementa nos estados todas as ações planejadas para a prevenção da violência e o combate à criminalidade.

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