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Polícia descobre rede de pedofilia em SP e PM suspeito se suicida

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Data de Publicação: 31 de maio de 2008
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A Polícia Civil de São Paulo identificou uma rede de pedófilos que agendava encontros com crianças por meio da internet. Entre os envolvidos na rede estava o tenente da Polícia Militar Fernando Neves, 34, que se suicidou quando policiais civis chegaram em sua casa, ontem, para cumprir um mandado de busca e apreensão. Em seu computador, foram encontradas imagens pornográficas de crianças.

O tenente Fernando era comandante da Força Tática do 5º batalhão. Ele foi o responsável pela varredura e isolamento do edifício London, onde a menina Isabella Nardoni, 5, foi assassinada no dia 29 de março passado. Naquela noite, Neves fazia policiamento nas proximidades da Vila Isolina Mazzei (zona norte de São Paulo), onde fica o prédio. Ele foi acionado às 23h55 e chegou ao prédio por volta da 0h.

De acordo com o delegado André Pimentel, do SIG (Serviço de Investigações Gerais) da 5º Seccional, a rede de pedofilia começou a ser investigada há cerca de três meses, quando um usuário de uma sala de bate-papo na internet ficou indignado com um convite que recebeu para ter acesso a imagens de pornografia infantil e denunciou o esquema à polícia.

O responsável pela sala de bate-papo virtual era o pai-de-santo Márcio Aurélio Toledo, segundo o delegado. O site tinha a finalidade de reunir pessoas para falar sobre sexo. Em determinada ocasião, quando Toledo sentia mais confiança em determinados freqüentadores da sala, oferecia as imagens e até encontros com crianças. Neves seria um desses usuários que recebia imagens de pornografia com crianças.

A polícia chegou a Toledo e ao tenente após a quebra de sigilo telefônico, com a autorização da Justiça. O pai-de-santo foi preso na semana passada (dia 23) em sua casa, onde foram apreendidos computadores e DVDs com imagens de crianças em situação pornográfica. Também havia brinquedos, supostamente, para atrair crianças a sua casa.

Ontem, policiais da SIG estiveram na residência de Neves para apreender seu computador para a investigação. Enquanto os policiais verificavam, ele pegou a arma que usava no trabalho e deu um tiro na cabeça, na frente dos outros policiais.

“Não havia suspeita nenhuma sobre ele, que tinha uma conduta exemplar. Para ser comandante da Força Tática tem de ser exemplar e diferenciado”, disse o porta-voz da Corregedoria da PM, capitão Marcelino Fernandes.

Neves era casado e tinha um filho fora do casamento. Computadores de seus parentes em Penápolis (interior de São Paulo) também serão apreendidos pela polícia, que cumpriu ontem outros três mandados de busca e apreensão para recolher computadores de outros membros da quadrilha. Um outro membro da rede, identificado como Davi, está foragido.

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