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Clima de terror
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Clima de terror

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Data de Publicação: 31 de maio de 2008
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O exercício de greve é legítimo. Legal e legítimo. Significa, pelo que interpreta a Constituição, a suspensão temporária e pacífica, total ou parcial, da prestação de serviços quando o empregador ou a entidade patronal correspondente tiverem sido avisados com antecedência de 72 horas nas atividades essenciais e 48 horas nas demais. Não nos cabe, portanto, investir contra esse direito pacífico e constitucional do trabalhador brasileiro.

Mais que uma paralisação, a greve é um fato social e disso estão se servindo os comunicadores de Sarney para criar uma confusão magistral e tentar adoçar a candidatura do deputado Raimundo Cutrim. Estão incitando as zonas de exclusão da cidade, chamando os bandidos ao trabalho, preparando a cidade para um estado de desobediência civil que venha servir a seus propósitos.

A determinação da secretária Eurídice Vidigal, no entanto, não está permitindo que São Luís se transforme na zona de guerra que eles querem. Enquanto eles “convocam” homens em bandos e grupos associados para causar danos públicos, enquanto incitam rebelião nos presídios, utilizando-se dos temores da sociedade fragilizada, a secretária de Segurança Cidadã age a tempo de evitar o pior.

As conveniências do grupo político do senador José Sarney podem acabar criando situações muito difíceis para a cidade. O que querem é transformar São Luís numa cidade sitiada por bandidos, desde que isso sirva para se assenhorearem do poder municipal, caminho para a ilusão formidável de que um dia voltarão ao poder no Estado.

Essa gente, que prima (como sempre primou) pela indulgência com os criminosos, cria um clima de terror impresso que depois se transmite pelas ondas do rádio e imagens da televisão. Mas não precisam de greve para criar pânico na população. Fazem isso costumeiramente, desde que Jackson Lago assumiu o governo e nomeou Eurídice Vidigal para o cargo de secretária de Segurança Cidadã.

Pregoeiros do caos, querem dar fôlego à inviável candidatura de Raimundo Cutrim, que provavelmente jamais passará dos distritos policiais. Já dissemos: alguém precisa informar o delegado de que ele é candidato a prefeito, não a secretário de Segurança. Alguém precisa avisá-lo de que problemas de saúde, educação, transportes etc. não se resolvem com ordens de prisão. E, principalmente, que guarda municipal não tem poder de polícia.

Estimulando a greve e a criminalidade, esquecem que o modelo de Segurança Cidadã pensou antes e criou o Gabinete de Gestão Integrada, que reúne as polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária e é responsável por garantir a segurança nesta hora em que dura a greve dos policiais civis e agentes penitenciários.

O lançamento da pré-candidatura de Cutrim coincidiu com a deflagração da greve. Coincidência ou não, o discurso do candidato dos demônios no lançamento se repetiu, elogiando o sistema de segurança pública no governo Roseana. Aquele sistema! O mesmo das desovas, dos meninos emasculados e dos “justiceiros” dentro da polícia.

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