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Federal prende deputado no Rio por corrupção e formação de quadrilha

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Data de Publicação: 30 de maio de 2008
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OPERAÇÃO SEGURANÇA PÚBLICA S/A

O ex-governador Anthony Garotinho também está na lista de pessoas procuradas pela PF

A Polícia Federal (PF) prendeu ontem em flagrante o deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, no governo Anthony Garotinho, Álvaro Lins (PMDB). Quatro policiais civis, o ex-sogro e a ex-mulher do deputado também estão entre as sete pessoas presas durante a operação chamada Segurança Pública S/A.

O deputado Álvaro Lins foi preso em seu apartamento

Lins é acusado de quatro crimes: lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação de contrabando. O ex-governador Anthony Garotinho também estava sendo procurado ontem. Ele é acusado de formação de quadrilha armada. Agentes da PF realizaram buscas em dois endereços de Garotinho.

O deputado Álvaro Lins foi preso no apartamento dele, em Copacabana, na zona sul do Rio, e levado num carro da PF para a superintendência do órgão, na praça Mauá, centro da cidade.

O superintendente da PF (Polícia Federal) no Rio, Valdinho Jacinto Caetano, disse que o flagrante da prisão de Álvaro Lins foi configurado porque, no cumprimento de mandado de busca e apreensão no apartamento dele, na zona sul do Rio, foram localizados documentos que comprovariam o envolvimento do deputado no suposto esquema. Lins não poderia ser preso por mandado, pois tem imunidade parlamentar.

Foram presos ontem, além de Lins, o ex-sogro dele, o vereador de Barra Mansa (RJ) Francis Bullos; a ex-mulher dele, Luciana Gouveia dos Santos; um homem chamado Marcílio Freitas; e os policiais Alcides Campos Sodré Ferreira (o “Alcides Cabeção”), Mário Franklin Leite Mustrange de Carvalho, Fábio Menezes de Leão e Jorge Luiz Fernandes.

O também ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Ricardo Hallack, e os também policiais civis Helio Machado da Conceição e Luiz Carlos dos Santos estavam foragidos até a tarde de ontem.

“Alcides Cabeção” foi preso na casa dele, num condomínio de luxo localizado na Taquara, em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade. O policial foi assessor do ex-chefe da Polícia Civil, Ricardo Hallack, que sucedeu Álvaro Lins em 2006, à época em que ele deixou o cargo para se candidatar.

Embora o TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região tenha decretado a prisão de dez pessoas, no total, o Ministério Público Federal denunciou 16, incluindo o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho (PMDB).

Corrupção – Para a PF e o Ministério Público Federal, Álvaro Lins e Garotinho mantiveram um esquema com policiais corruptos que protegia contraventores Rogério Andrade e Fernando Iggnácio na guerra pelo controle de caça-níqueis no Rio. Segundo a PF, o grupo utilizava delegacias estratégicas, principalmente a de Proteção ao Meio Ambiente, para as ações.

Para lavar o dinheiro supostamente recebido dos contraventores, ainda conforme denúncia do Ministério Público, Lins adquiria bens em nome de familiares e conhecidos – daí a prisão do ex-sogro e da ex-mulher dele. Os bens de Lins supostamente adquiridos de maneira ilegal, foram seqüestrados.

Os trabalhos de ontem, segundo a PF, são desdobramentos das operações Gladiador e Hurricane e da quebra do sigilo fiscal de Lins. O nome da operação, Segurança Pública S/A, vem do fato de o esquema investigado funcionar dentro da estrutura das forças de segurança pública do Estado do Rio.

Lins foi chefe da Polícia Civil do Rio durante os governos de Garotinho e da mulher, Rosinha. Lins foi denunciado (acusado formalmente) pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação de contrabando e Garotinho, por formação de quadrilha armada.

(Folha Online e Agência Brasil)

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