Já dissemos do silêncio em Curupu, de figuras proeminentes da política arrancando os cabelos, sobrancelhas, os pelos todos diante de um Maranhão que dispara na direção do desenvolvimento e de um Governo que está pronto para resgatar a dívida social do Estado para com seu povo.
O silêncio em Curupu, no entanto, tem razões maiores e mais diversas. É flagrante o fracasso das pretensões judiciais através das quais pretendiam cassar o mandato do governador Jackson Lago e devolver o governo do Estado à filha querida Roseana Sarney. É flagrante a impossibilidade, em todas as projeções, que qualquer de seus candidatos venham sequer a ameaçar os muitos prováveis candidatos da Frente de Libertação.
Por outro lado, à medida que vêm à tona as nuances do inquérito da Operação Navalha, percebe-se o distanciamento do governador Jackson Lago das denúncias formuladas e desencontram-se as razões que levaram o Ministério Público a denunciar o governador.
Eles estão, por assim dizer, num mato sem cachorro. Absorvem, com nitidez cada vez maior, a derrota que lhes foi imposta pelo povo em 2006 e não têm perspectiva eleitoral nenhuma de volta ao poder no Maranhão.
Todos os discursos dos sarneisistas vão se afogando, um a um, nas ações concretas de um Governo que prima por irresistível interesse social. Discursaram contra o secretário de Educação, Lourenço Vieira da Silva, e o Maranhão é destaque do setor nacionalmente. O discurso da segurança pública vem sendo engolido paulatinamente por ações concretas de Governo. E de corrupção, não fosse a inexpugnável ‘cara de pau’ que ostentam, nem ousariam falar.
Pior para eles é o vazio dos anúncios feitos da queda do governador Jackson Lago, que sucumbiria a uma ação na Justiça perpetrada sob a visão sutil do destrambelhado Chiquinho Escórcio. Marcaram tantas datas para Jackson deixar o Governo que nem mesmo seus correligionários acreditam mais nessa falácia. Olham um para o outro, pesam as ameaças sob Fernando Sarney, Edinho Lobão, Silas Rondeau e outros do círculo e sabem que são bem maiores que as que possam estar sobre a cabeça de Jackson lago e José Reinaldo Tavares.
Por tudo isso faz silêncio em Curupu. Um silêncio agoniado, desesperado, de quem não sabe o que fazer nem onde vai. É o silêncio dos mortos, dos esquecidos, dos desprezados. O silêncio de quem tenta exprimir o inexprimível. O profundo silêncio do náufrago que observa a Ilha e se observa ilhado enquanto se afoga num mar de dúvidas e incertezas.