No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), mais de 1,8 milhão de pessoas atuam com vendas diretas, como atividade principal, ou para complemento de renda. Somente no terceiro trimestre do ano passado, esse time movimentou cerca de R$ 4,1 bilhões.
Esses números colocam o Brasil entre os países onde a modalidade mais gera oportunidades, sendo o 10º no ranking. É também um dos países que apresenta melhor desempenho em faturamento, ocupando a 5ª colocação mundial.
Esse “boom” no número de pessoas a investirem na venda porta-a-porta pode ser explicado pelo mesmo movimento de expansão que o setor sofreu. Os produtos vendidos diretamente ao consumidor que, antes se concentravam nos cosméticos, agora existem opções que vão de utilidades domésticas a complexos vitamínicos.
Ainda segundo a ABVED, a renda mensal média dos consultores de vendas diretas é de 1,5 salário mínimo. Mas existem profissionais que viram no mercado de venda direta sua principal fonte de renda.
É o caso de Rafaele Ribeiro Feitosa, 25, que há dois anos trocou a profissão de farmacêutica pela de consultora de vendas da marca de cosméticos Racco e, em seis meses, conquistou o posto de promotora de vendas, abrindo seu próprio negócio, na avenida dos Africanos. “Eu trabalhava na minha área, mas busquei uma opção para completar minha renda. Acabei optando totalmente pela venda direta. Hoje, até o meu marido que é formado em Letras e sempre trabalhou como professor, largou a profissão e coordena as consultoras junto comigo”, contou a farmacêutica que hoje lidera um grupo de 690 consultoras cadastradas.