O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) garantiu ontem, 2, que o reajuste dos combustíveis não será repassado para os consumidores. Lobão disse que as distribuidoras e os postos de gasolina que descumprirem a ordem do governo federais - repassando o aumento - serão severamente punidos. De acordo com ele, a fiscalização será intensificada.
"Essa imposição [de não repassar o aumento] será feita no fornecimento de combustível. Eles [postos e distribuidoras] não repassarão", afirmou o ministro. "Os órgãos [de fiscalização] do governo estarão fiscalizando permanentemente e esse risco [de repassar] não vai ocorrer para o consumidor", disse.
Na quarta-feira, a Petrobras anunciou que a gasolina vendida às distribuidoras teria alta de 10% e, o diesel, de 15%, a partir de ontem. Para o Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), a redução da Cide não deve ser suficiente para segurar o repasse. A Cide, que hoje é de R$ 0,28 por litro, passará a R$ 0,18 por litro, segundo anunciado pelo governo. Segundo o Sincopetro, impostos, como PIS, Cofins e ICMS, incidirão sobre o novo preço. De acordo com cálculos do governo, a arrecadação com a Cide cairá de R$ 2,5 e R$ 3 bilhões por ano.