Por José Linhares Jr.
Ontem, 2, dia em que entrou em vigor o reajuste nos preços do combustível para as distribuidoras, não houve aumentos significativos para o consumidor. Apesar disso, motoristas ainda temem por um aumento nos preços. “Olhei a notícia e fiquei um pouco receoso. Vim abastecer e descobri que o preço ainda estava o mesmo. Apesar disso, acho que ainda vai aumentar”, cogitou o motorista Francisco Medeiros Duarte.

Aumento dado pelo governo – O aumento de 10% no preço da gasolina e de 15% no do óleo diesel para as refinarias foi anunciado na tarde de quarta-feira, 30, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. De acordo com Mantega, esse reajuste não será repassado para os consumidores porque o governo decidiu reduzir a incidência da Cide no preço da gasolina.
Mantega explicou que a Cide cai de R$ 0,28 para R$ 0,18 no preço do litro da gasolina. No diesel, a conta é outra. A Cide cai de R$ 0,07 para R$ 0,03 por litro do diesel. Isso, segundo Mantega, provocará um aumento de 8,8% nas bombas.
Esperar para crer – De acordo com as federações de postos de combustível e distribuidoras o preço da gasolina não deve sofrer aumento. Apesar de o preço da gasolina continuar o mesmo, o diesel teve um reajuste estimado de 8% a 9% na bomba.
Nos postos de São Luís o aumento ainda não havia sido verificado na manhã de ontem, o que não tranqüilizou motoristas. “Quem garante que daqui a uma semana os preços não aumentam? Quero ver continuar assim quando os postos tiverem que renovar os estoques”, ironizou a motorista Patrícia Boais Dias.
“Com o histórico dos postos que termos em São Luís, acho muito difícil que o preço continue o mesmo”, disse Francisco Medeiros Duarte.
Diesel – Apesar de a gasolina ainda ser vendida a preços antigos, o mesmo não aconteceu com o óleo diesel. O combustível nos postos já registrou um aumento médio entre 8% e 9%, em torno de R$ 0,135 por litro.
O crescimento no preço do diesel pode gerar impacto nos veículos que usam o combustível, como frotas de transporte de carga e ônibus. Na quinta, a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos já anunciou a intenção de solicitar um aumento médio de 6% no preço das passagens.