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O Dia do Trabalhador
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O Dia do Trabalhador

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Data de Publicação: 3 de maio de 2008
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Os trabalhadores brasileiros, estes que como todos os trabalhadores do mundo comemoraram seu dia na última quinta-feira, têm uma história toda particular de lutas, conquistas e de perdas.

Passaram por muitos conflitos até que se estabelecesse o salário mínimo. Greves intermináveis, sofrimento, dúvidas, sindicatos se construindo em ritmo lento e lideranças, algumas decididamente dispostas a enfrentar os patrões e outras pelegas que preferiram apostar no sindicalismo de resultados. Pior foi enfrentar as ditaduras que se sucederam intermináveis e abraçar a ilusão de que seria possível enfrentar o capitalismo selvagem que tomou conta de todas as relações de mercado.

A própria historia do Dia do Trabalhador foi uma história de lutas e sofrimentos. Quando em 1886, na cidade americana de Chicago, os trabalhadores foram às ruas reivindicar a redução da carga horária de trabalho, estava escrita a história do trabalhador no mundo e o que seria sua vida em países subdesenvolvidos como o Brasil.

O confronto com a polícia que nos Estados Unidos resultou na morte de muitos trabalhadores, encaminharia uma legião de homens e mulheres na direção do ideal comunista. Estava posta a idéia, defendida por Marx e Engels, de que os operários deveriam dominar o mundo, lutar pelo poder. A Segunda Internacional, em Paris, foi um encontro contra toda espoliação, contra a exploração do capital, a violência da fome e dos baixos salários.

Por isso que o Dia do Trabalhador não deve ser apenas um dia de festas, um feriado a mais a ser comemorado nas espreguiçadeiras. Deve sim, ser um dia de reflexão em que se indague sobre as conquistas e perdas do trabalhador brasileiro e de todo o mundo.

Este 1º de maio não deve ser apenas um momento de romarias. Vamos recordar as lutas de todos os nossos mortos, do homem do campo, dos ideais do bem e do mal, das lideranças operárias que fizeram a história deste país, dos bóias frias e dos desempregados. Para além de nossos corações, dos nossos sonhos e do pó que sobra dos nossos destinos, precisamos estar juntos para entender que a luta não acabou.

Em cada fábrica, em cada roça, em cada escritório e repartição pública, há um trabalhador que ainda se sente espoliado, que reivindica direitos não atendidos ou solapados pela incongruência do grande capital. Este homem não pode estar sozinho. Ele tem que brilhar como brilham as coisas todas que ele constrói. Ele tem que saber que é companheiro, camarada e irmão.

Precisamos brigar agora para que o salário pague o preço do nosso suor, do futuro dos nossos filhos, da escola, da saúde e da educação. Precisamos fazer com que cada dia deste calendário seja 1º de maio.

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