VersUs a venda da Cemar
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Hemeroteca do Instituto de Eletrotécnica e Energia, Nº 91331, Valor Econômico
Data: 14/12/2005, pesquisados e enviado pelo leitor Ivan Lisboa
Fonte site: http://infoener.iee.usp.br/infoener/hemeroteca/imagens/91331.htm
GP PARTILHARÁ O CONTROLE DA CEMAR COM PACTUAL
Escritor por: Leila Coimbra, de São Paulo
O GP Investimentos negocia com o banco Pactual a venda de 50% do capital votante da Companhia Energética do Maranhão (Cemar), por R$ 87,5 milhões. Isso equivale a 46,25% do capital total da companhia. Caso a operação venha a ser aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o controle da Cemar será partilhado entre o GP e o Fundo Pactual, mediante a celebração de acordo de acionistas. A transação abre espaço para que a Eletrobrás, que detém 34,36% do capital total da Cemar, também venha a alienar sua participação na concessionária maranhense pelo mesmo preço e condições do GP, segundo prevê o atual acordo de acionistas em vigência, celebrado em abril de 2004 entre a estatal e o GP.
O preço da fatia da estatal seria de R$ 100 milhões. A Eletrobrás informou, por meio de sua assessoria, que ainda avalia a possibilidade de venda do ativo. A negociação entre o GP e o Fundo Pactual foi divulgada por meio de fato relevante enviado ontem pela Cemar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O GP assumiu o controle da distribuidora de energia do Maranhão por meio da sua subsidiária SVM, em abril do ano passado. A Cemar estava sob intervenção da Aneel desde agosto de 2002, quando a sua controladora original, a americana Pensylvania Power& Light (PPL), decidiu abandonar o investimento feito no Brasil. Para assumir a Cemar, o GP pagou na época um valor simbólico de R$ 1 à PPL, com a expectativa de reestruturar a dívida da companhia. A empresa tinha uma dívida de R$ 820 milhões, sendo 80% já vencida. Com a reestruturação, o endividamento foi reduzido a cerca de R$ 460 milhões e o prazo médio de pagamento estendido para dez anos.
Já a Eletrobrás entrou no capital da Cemar convertendo parte de uma dívida de R$ 256 milhões em ações. Do montante total, aproximadamente R$ 55 milhões foram capitalizados e convertidos em cerca de 35% de ações ordinárias e 35% de ações preferenciais. Os R$ 201 milhões restantes que a Cemar devia à estatal federal foram repactuados, para o pagamento em até 20 anos. Outros R$ 100 milhões foram injetados pela SVM na concessionária. Com a capitalização, ao preço de R$ 0,01 por lote de mil ações, o GP passou a deter 65% do capital total da Cemar e a Eletrobrás os 35% restantes. Também foi acertado que a Eletrobrás participaria da administração da Cemar, indicando um representante na diretoria, dois no conselho de administração e um no conselho fiscal. Além da dívida com a Eletrobrás , a Cemar alongou o prazo de pagamento de sua dívida de cerca de R$ 104 milhões com a Eletronorte - que será quitada em até 12 anos. No caso dos credores privados e bancos, a dívida foi reduzida a R$ 244 milhões, com deságio de até 69%.
No processo de venda do controle da Cemar, a concessionária chegou a ser disputada por várias empresas, dentre elas a Franklin Park (liderada pelo antigo presidente da Eletropaulo e da AES no Brasil, Luiz David Travesso), a Brascan Energética e ainda o grupo Docas, do empresário Nelson Tanure, que está negociando atualmente o controle da Varig com a Fundação Rubem Berta. A Andrade Gutierrez também se interessou, mas desistiu no meio do processo. Para recuperar a empresa, que se encontrava em situação pré-falimentar há pouco mais de dois anos, serão necessários entre R$ 200 milhões a R$ 300 milhões nos próximos cinco anos. Outros R$ 800 milhões deverão ser investidos no período no programa Luz para Todos, do governo federal, em parceria com o Ministério das Minas e Energia e o governo do Maranhão. A Cemar marcou o primeiro investimento do GP no setor elétrico. Desde o fim de 2000, a empresa já sondou outros sete negócios na área, entre eles Eletropaulo, Copel e Elektro. O mais recente deles é a Light. A expectativa é que até o final do mês sejam escolhidos os grupos que vão disputar a segunda fase da venda da distribuidora carioca.
A RESPEITO DO ARTIGO DA MATÉRIA ESCRITA PELA JORNALISTA LEILA COIMBRA DE SÃO PAULO, ANALISA E COMENTA O HISTORIADOR FELINTO RIBEIRO "A jornalista Leila Coimbra analisa as transações suspeitas da CEMAR e através de uma síntese ela traz para os nossos leitores um conteúdo bastante simplificado do desdobramento que ocorreu com a CEMAR. O que é lamentável que o episódio da ULEN que culminou com o assassinato de Haroldo Kennedy em 30 de setembro de 1933, cujo autor: José de Ribamar Mendonça o bilheteiro da ULEN. Mas uma vez o povo Maranhense se deparar com um episódio degradante que foi a venda da CEMAR. O cinismo dos vendedores da CEMAR é de uma criminalidade sem precedente e o povo a grande vítima. Quem divulga esta transação criminosa conquista a irá do Senador do Amapá e de sua matilha, mas o povo que até ontem foi enganado de agora por diante só será enganado se quiser porque as advertências já foram feitas e continuo fazendo as minhas advertências, pois poderemos ser enganado por algum tempo e não por todo o tempo. O Império Romano caiu após 380 anos de usurpação da humanidade a oligarquia nos usurpou 40 anos e agora através do Ministério de Minas e Energia vem nos usurpando através do controle remoto. Vamos lutar, não vamos nos intimidar, temos que lutar pelo nosso patrimônio, se não tivermos coragem de defender o Patrimônio do Estado, não devemos ser maranhense. Aos covardes o nosso esquecimento e a nossa tolerância.