Por Wellington Rabello
A rádio comunitária JUF FM, em Governador Nunes Freire, teve o seu estúdio destruído durante um incêndio ocorrido na madrugada da última sexta-feira, 23. A direção da emissora afirmou que não possui suspeitos, mas acredita que a intenção foi criminosa e pretendia cercear o direito à informação da população do município.

A JUF FM existe desde o ano de 2002, funcionando em um prédio cedido pela empresa Embratel, no bairro Embratel, em Governador Nunes Freire. O prejuízo com o incêndio, segundo a direção da emissora, chega perto dos R$ 15 mil. “O fogo destruiu um sonho que demorou 12 anos para ser realizado, com muita luta”, desabafou o diretor da rádio, Luís Fernando Pereira (o professor Fernando).
O professor Fernando, em visita à redação do Jornal Pequeno, disse ter tomado conhecimento do incêndio apenas ao meio dia da sexta-feira, pois saiu de Governador Nunes Freire às 6h com destino a São Luís. Ele foi informado por sua mulher, Elis Regina Fonseca Pereira, que registrou ocorrência na delegacia do município, após ser avisada do ocorrido pelo vigia da rádio, identificado somente como Raimundão.
Vigia dormindo – De acordo com Fernando Pereira, o vigia teria afirmado que se encontrava dormindo na ante-sala do estúdio da emissora e que, por volta das 3h da manhã, acordou com o cheiro de queimado. Raimundão contou ainda que se levantou e viu o fogo, mas como não conseguiu apagar, apesar de várias tentativas, foi embora para casa. E somente às 7h procurou a casa do diretor para avisar que a rádio tinha sido incendiada.
Após ser informada do incêndio, a mulher do diretor da rádio se dirigiu até a delegacia de Governador Nunes Freire, acompanhada do vigia, e registrou boletim de ocorrência, comunicando o fato ao delegado Elson. Em seguida, ela, o delegado e Raimundão foram ver de perto a situação em que ficou o prédio da emissora.
Ao analisar o local, o delegado Elson afirmou que o incêndio teria sido criminoso, pois ele encontrou próximo à caixa do ar condicionado da emissora uma garrafa de refrigerante de dois litros, tipo pet, que poderia ter servido para transportar a gasolina usada para atear o fogo. O vigia também reforçou essa hipótese, dizendo que o recipiente plástico foi colocado entre o aparelho de ar condicionado para que o combustível pudesse ser jogado dentro do estúdio.
O professor Fernando disse que a direção da rádio vai dar início, novamente, à luta para remontar a emissora, pois ela era um instrumento da comunidade de Governador Nunes Freire. Ele pediu empenho à Secretaria de Segurança Cidadã (Sesc), por meio da Superintendência de Polícia do Interior, para que o crime seja elucidado e que os autores sofram as penalidades cabíveis.
Equipamentos destruídos pelo fogo
Dois computadores;
Um transmissor;
Uma mesa de som;
Um ar condicionado;
Uma chave híbrida;
Um microfone profissional;
Um aparelho de DVD;
Um amplificador;
Móveis e fiação.