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Governo paga a empresas 54 vezes o que elas doaram ao PT
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Governo paga a empresas 54 vezes o que elas doaram ao PT

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Data de Publicação: 27 de maio de 2008
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No segundo mandato de Lula, empresas receberam R$ 473 milhões do governo federal

Parte das 20 empresas que mais doaram dinheiro ao PT em 2007 recebeu no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pagamentos do governo federal que totalizam ao menos 54 vezes o valor repassado ao partido.

Presidente Lula e o PT atraíram o grande empresariado

A contabilidade do PT entregue no último dia 30 ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registra R$ 8,7 milhões em doações feitas por 20 empresas em 2007, metade desse valor oriundo de empreiteiras ou empresas de construção civil.

Consulta ao Portal da Transparência do governo federal (www.transparencia.gov.br) mostra que 8 das 20 doadoras receberam do governo, diretamente ou por meio de empresas do mesmo grupo, um total de pelo menos R$ 473 milhões em 2007 e 2008. A empreiteira Andrade Gutierrez foi a maior doadora do PT em 2007, com R$ 1,5 milhão. Do Portal da Transparência, ela consta como beneficiária de R$ 45 milhões desde 2007.

O valor obtido no portal é subestimado, já que não abrange possíveis subsidiárias não detectadas pela reportagem e pagamentos feitos pelas estatais, que não são abrangidas pelo portal do governo.

Um exemplo: a UCT Engenharia doou R$ 800 mil para o PT e não aparece no portal como beneficiária em 2007 e 2008. Mas ela firmou em outubro do ano passado contrato no valor de US$ 139,7 milhões para, em parceria com a Rolls-Royce Energy Systems, fazer a provisão, montagem e operação dos módulos de engenharia elétrica da P-56, plataforma da Petrobras na Bacia de Campos.

O tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, argumentou que todas as grandes empreiteiras e bancos, principais doadoras do PT nos últimos anos, têm alguma relação com os governos federal, estadual e municipal. "Não vejo estranheza em colaborarem, porque nossos doadores são esses grandes grupos." Ferreira afirmou que algumas empresas assumiram o compromisso de ajudar, ainda em 2007, a quitar dívidas de campanha da reeleição de Lula.

A Folha procurou as empresas doadoras do PT para saber o que as motivou a colaborar financeiramente com o partido. As que se dispuseram a falar disseram que ou simplesmente atenderam ao pedido de doação, ou são tradicionalmente colaboradoras de partidos.

"Nosso melhor vendedor de álcool é o presidente", afirmou o diretor de operações da sucro-alcooleira Goiasa Goiatuba Álcool, Júlio Capobianco Filho. A empresa doou R$ 800 mil para o PT. No portal, o grupo do qual faz parte a empresa aparece como beneficiário de R$ 142 milhões desde 2007. "O grupo não doa para ter contratos, mas, sempre que procurados, avaliamos os pedidos", disse Capobianco Filho, acrescentando que já foi chamado de "burro" por doar ao PT.

A assessoria da Andrade Gutierrez disse "que acredita no exercício da cidadania corporativa" e que se reserva ao direito de não comentar a doação. A WTorre informa não estar envolvida com nenhuma obra do governo federal, mas que prefere doar em anos sem eleição.

Entre os quatro maiores partidos, o PT foi o que obteve maior volume de recursos de empresas privadas. O PSDB arrecadou R$ 3 milhões. As doadoras do PSDB receberam do governo federal, de acordo com o Portal da Transparência, R$ 134 milhões. PMDB e DEM não registraram doações.

Anualmente, os partidos políticos são obrigados a apresentar a suas prestações de contas ao TSE, que as julga depois de uma lenta análise. Caso sejam rejeitadas, o partido fica por um ano sem o dinheiro do fundo partidário, principal fonte de recurso das legendas

A prestação de contas do PT de 2006 ainda está pendente de julgamento, com recomendação da área técnica do TSE pela rejeição por vários motivos, entre eles suposto uso irregular de dinheiro do fundo partidário e recebimento de doação de fonte vedada pela lei.

Naquele ano, eleitoral, o PT arrecadou R$ 43 milhões em doações, sendo que as empreiteiras (R$ 12,5 milhões) e os bancos (R$ 8,8 milhões) foram os mais generosos. O topo do ranking tinha Andrade Gutierrez (R$ 6,4 milhões) e Santander Banespa (R$ 3,2 milhões).

(Folha de S. Paulo)

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