Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição22,618
Edição 22,618

Recursos judiciais no INSS: é preciso dar um basta!
Senador Jefferson Péres e o encontro que não aconteceu
Viva o maio de 68 e outros tantos
Globalização da fome (Parte I)
A PRECIPITAÇÃO DO SENADOR DO AMAPÁ
AGROBALSAS

Viva o maio de 68 e outros tantos

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 25 de maio de 2008
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

Opinião

Marcio Jardim*

O mês de maio vai chegando ao fim e junto com ele se encerra vários ciclos de eventos alusivos aos 40 anos do Maio de 68, embora tantos outros devam acontecer por todo este ano, destaque para o seminário “E nós que amamos tanto a revolução”, realizado no Rio de janeiro semana passada. O evento reuniu dezenas de militantes de partidos de esquerda, estudantes, intelectuais e personagens que protagonizaram os embates políticos e ideológicos daquele período, num formidável exercício de refletir sobre os acontecimentos do passado e o papel da memória coletiva.

Os eventos ocorridos naquele mês no ano de 1968, e que abalaram os vários quadrantes do planeta, estão entre aqueles grandes acontecimentos da história da humanidade, e como tal digno de ser lembrado, festejado e celebrado, por tudo de transformador que representou e representa. Situa-se, portanto, entre os grandes episódios históricos cuja disputa pelos seus significados nos coloca diante dos embates ideológicos do presente e o que eles podem significar acerca da construção do futuro.

Por toda parte, em Paris, Praga, no Vietnã, nos EUA, em toda a América Latina, no Brasil e, enfim, pelo mundo afora, milhares de jovens saíram às ruas com seus sonhos e utopias entoando seus hinos de liberdade. Uma juventude rebelde que soube chamar pra si as responsabilidades sobre seus próprios destinos e desarrumaram ditaduras e modelos autoritários de sociedade que se multiplicavam em todos os continentes.

No Brasil, foi o ano em que a ditadura militar mais endureceu o jogo, e talvez o período que mais horror e dor provocou, mas certamente foi também um momento de grandes exemplos de luta e de heroísmo daqueles que se doaram em nome da liberdade e da igualdade.

Refletir e resgatar o maio de 68 tem a importância de não deixar que nossas velhas elites tentem reescrever a história sob a ótica de uma visão autoritária que tenta desmerecer e desmoralizar as lutas sociais de 68, como forma de transmitir para as gerações atuais uma cultura de medo e apatia.

O Maio de 68 foi um processo histórico de grande riqueza, de acertos e desacertos, e como tal, pleno de contradições. A luta por igualdade e liberdade que contagiou o mundo teve para aquela geração muitos significados, que vão do seu sentido mais genérico a dimensões mais particulares. Utopias revolucionárias, liberdade sexual, os mais amplos sentimentos libertários, rock ‘n’ roll, protestos, tropicália, hippies, cinema novo, esse mosaico de tudo adquiria nas mentes e corações daquela geração um novo sentido na luta contra toda e qualquer forma de autoritarismo.

Por certo, os acontecimentos de 68, ainda hoje, incomodam muita gente, como muito incomodou as elites da época. Aliás, como de resto, sempre incomoda os poderosos tudo que tenha caráter inovador, de transformações políticas, artísticas, comportamentais e culturais.

Por tudo que 68 representa, por sua multiplicidade de formas e conteúdos, por suas diversidades política e ideológicas, algo tão invisível quanto palpável unia os sentimento de milhares de pessoas: a luta por liberdade, pela paz e pela igualdade.

Pela beleza de sentimentos e esperanças que o Maio de 68 semeou pelo mundo, num tempo que não volta mais, mas que ainda está presente entre nós, é que devemos manter viva a sua memória. A memória dos que lutaram e não se entregaram, que combateram o bom combate. Viva o Maio de 68 e outros tantos que ainda virão.

*Secretário geral do PT-MA, ex-vice-presidente nacional da UNE (1997/1999)

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br